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Arquiteta e urbanista autônoma, graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo), em 2007. A partir do trabalho final de graduação, sobre a necessidade de espaços públicos para grandes massas, somado a projeto para um estádio em Itaquera, emprenhou-se na produção de materiais sobre arquitetura esportiva devido à ausência de uma variedade de estudos e análises de caso.
Responsável pelos blogs Gol da Arquitetura e Arquibancada, auxilia universitários com projetos em desenvolvimento sobre estádios, arenas e temas relacionados à Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e eventos esportivos em geral.
Desde 2008, presta serviços de consultoria a interessados em se preparar para os eventos no Brasil.
Tem como bagagem a experiência em voluntariado durante os Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro e na Copa do Mundo Fifa 2010, na África do Sul.
Em junho de 2009, eu iniciava uma série de análises no blog Gol da Arquitetura sobre a proposta de cada cidade-sede escolhida para a Copa do Mundo 2014. Hoje, após três anos repletos de polêmicas, mudanças, demissões, obras em andamento, novas ideias, propostas, manuais da Fifa e até mesmo troca de dois dos estádios inicialmente escolhidos (Cuiabá e São Paulo), acredito que seja fundamental para compreensão do objetivo inicial e percepção do desenvolvimento do projeto um novo olhar, permitindo que, através da técnica de arquitetura, possamos compreender se estamos no caminho certo, e, caso contrário, se podemos fazer algo ainda para mudar.
As análises serão exclusivamente técnicas, ou seja, tratarão da arquitetura e urbanismo dos estádios, deixando de lado a proposta geral da cidade e as duvidosas licitações, que, em um período de Ricardo Teixeira, devem ter contribuído muito para a escolha errônea e antiética de materiais, locais de implantação, técnicas e até mesmo de escritórios de arquitetura e, principalmente, de fornecedores – forma mais comum de “direcionismo” em licitações.
Com esta avaliação, será possível, por meio de fotos atualizadas das obras, esclarecer dúvidas sobre o que antes ainda não estava nos projetos ou coisas que ainda estavam obscuras por falta de detalhamento.
A análise da arquitetura pode facilitar a gestão, mas, de fato, a arquitetura deveria ser feita a partir das ideias de gestão, com programas definidos mesmo que multifuncionais, mas específicos; e, com isso, mostrarei a fraqueza, o risco dos chamados “elefantes brancos” e a minimização de aproveitamento do no nosso pós-Copa, desmistificando o tal “legado” para o país.
Já sabemos, portanto, que a organização anda no sentido contrário do ideal, embora, com muito cuidado, possamos atingir nosso objetivo total ou parcialmente.
Felizmente, para melhor compreensão, serão textos mais ilustrados que o normal, o que deixará a coluna mais agradável e dinâmica. Quem tiver interesse em ler a análise original, fique à vontade para visitar o blog. Mas quem quiser saber exclusivamente sobre as arenas de hoje, não ficará por fora das notícias em nenhum momento.
Na próxima semana, darei início a uma das 12 cidades-sede; portanto, espero que contribuam com suas opiniões, críticas, complementos, trocando informações e participando desta coluna.
Para interagir com o autor: lilian@universidadedofutebol.com.br