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Lilian de Oliveira
Colaborador

Arquiteta e urbanista autônoma, graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo), em 2007. A partir do trabalho final de graduação, sobre a necessidade de espaços públicos para grandes massas, somado a projeto para um estádio em Itaquera, emprenhou-se na produção de materiais sobre arquitetura esportiva devido à ausência de uma variedade de estudos e análises de caso.

Responsável pelos blogs Gol da Arquitetura e Arquibancada, auxilia universitários com projetos em desenvolvimento sobre estádios, arenas e temas relacionados à Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e eventos esportivos em geral.

Desde 2008, presta serviços de consultoria a interessados em se preparar para os eventos no Brasil.

Tem como bagagem a experiência em voluntariado durante os Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro e na Copa do Mundo Fifa 2010, na África do Sul.

Coluna
Cidade-sede: Recife
Fachada vazada pode colaborar com ventilação e luz naturais, evitando gastos com refrigeração do ambiente
07/06/2012

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O projeto que leva Recife nas costas, na verdade, é de São Lourenço da Mata. Como se a Copa em São Paulo fosse com um estádio em Guarulhos, por exemplo.

Estratégia para ganhar a vaga na Copa à parte, o projeto não é um simples estádio, mas uma cidade inteira. Inicialmente sem muita programação, fez o Brasil se preocupar com uma futura cidade fantasma.

Hoje, com projeto mais desenvolvido, “Recife” contará com um programa melhor e já mostra mais definições arquitetônicas.

Anteriormente, com uma perspectiva “pixelada”, a arena parecia um tanto sem graça; hoje passa uma imagem um pouco mais facetada. Não que seja um problema, mas um projeto inspirado nas rendas locais poderia ser mais flexível, maleável, ou seja, com uma fachada menos rígida. No entanto, esta é somente minha opinião: do ponto de vista funcional, não há problemas nesse sentido.





O efeito noturno parece valorizar bastante a pele rendada que cobre o estádio. Esta é composta por diversos painéis ou ausência deles em uma trama provavelmente metálica para garantir agilidade na construção e leveza por garantir peças mais esbeltas.



A fachada vazada pode colaborar com a ventilação e iluminação naturais, evitando gastos de energia com refrigeração do ambiente ou iluminação artificial.



Sua acessibilidade interna é feita por escadas, escadas rolantes e por rampas, que interferem na fachada de uma forma um tanto brutal com uma forma pesada e nada leve ao lado da suporta renda – como podemos ver na primeira imagem deste texto.



Os acabamentos internos, inicialmente, parecem bem apresentáveis e podem proporcionar espaços confortáveis, mas também sem grandes surpresas e identidade tão forte.



Em relação à cobertura, podemos dizer que colaborará com a sobrevivência do gramado. Mesmo sem ter grandes problemas climáticos, como outras cidades, a cobertura pode proporcionar transparência suficiente para a insolação adequada e igual em todas as partes do campo. Sua estrutura também não é das mais leves e contrapõe a ideia de leveza da renda, mas sem problemas na funcionalidade.

O campo é bem próximo do público, proporcionando boa visibilidade, mas se não houver cuidado com o estudo, placas de publicidade podem prejudicar as primeiras fileiras, tirando o privilégio da proximidade do campo de jogo.



Como a cidade é criada, foge de grandes problemas viários, ao menos se espera. No entanto, isso também gera preocupação, pois tem que ter investimentos em todos os sentidos, por não haver nem mesmo a infraestrutura básica. É um projeto bem difícil de comparar com os outros da Copa 2014, pois está numa situação e localização bem diferente das demais.

Uma notícia recentemente dada pode dar bastante vida (diurna e noturna) à cidade e ao estádio: pensam em implantar um campus da Universidade de Pernambuco na cidade. Provavelmente isto tornaria o lugar uma cidade universitária, com muita vida durante o ano e com poucos casos de esvaziamento em períodos de férias por ser próximo a Recife.

Como a capital pernambucana tem uma produção cinematográfica, de repente, poderia ser o caso da UPE inserir um curso potencializando o cinema regional e também a produção brasileira em geral.

Abaixo, uma implantação das ideias de planejamento para a cidade:



O perigo da região é que somente um trecho deve ser concluído até a Copa, e todos sabem que o interesse, depois disso, diminui bastante. No entanto, a universidade pode ser fator que estimule o interesse na região.

Segundo a proposta, a cidade deve contar com um sistema de segurança com ações mais inteligentes e mais rápidas a partir de uma central de comando e controle. Outra central (ITS), semelhante à que funciona em Tóquio, trará benefícios e estudos do tráfego na cidade.

Outro lado positivo: pedestres e ciclistas devem ser privilegiados, um BRT passará pela cidade e um dos acessos ao estádio será pelo Rio Capibaribe. A proposta do transporte fluvial terá interligação com pontos do sistema metropolitano de transportes, facilitando a acessibilidade e funcionará como mais um ponto de quebra de tabus brasileiros com este meio de transporte que poderá ganhar mais espaço, eficiência e mais sustentabilidade em breve, principalmente com o estudo do Hidroanel em São Paulo. É, portanto, um incentivo nacional.

A cidade, que ainda começa do zero, pode pensar em um sistema de energia inteligente e mais eficiente ao que armazena e gasta a energia captada durante o dia, em horários de pico. O sistema se chamará SmartGrid.

Com um projeto duvidoso, São Lourenço da Mata passa de uma cidade duvidosa para uma cidade promissora, com sua chamada “Smart City” e com a arena um pouco mais desenvolvida, mas ainda um tanto misteriosa por informações ainda não divulgadas.

Para interagir com o autor: lilian@universidadedofutebol.com.br

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Tags: arenas , estádios , gestao de futebol , arquitetura , Urbanismo , negócios , copa do mundo , brasil 2014 , infraestrutura , sociabilizaçao

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