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Social
08/06/2009 15:33:30
Futebol, superstição e religiosidade
Com o azul de Nossa Senhora Aparecida e das campeãs mundiais anteriores, o Brasil triunfou na Suécia
Victor Kingma

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Suécia, 1958. Após uma campanha brilhante, o Brasil chegou à decisão da 6ª Copa do Mundo como grande favorito. Ninguém podia imaginar que a aplicada seleção sueca pudesse fazer frente ao futebol- arte de Didi, Garrincha e Pelé, que vinha encantando o mundo. Ainda mais após a exibição de gala nas semifinais, onde tinha goleado por 5 a 2 a poderosa seleção da França .
 
Entretanto, a dois dias da final, os organizadores tinham um grande problema a resolver: as duas seleções utilizavam o uniforme amarelo. Normalmente, seguindo as regras do cavalheirismo esportivo, era comum que os anfitriões, como gentileza, permitissem que os visitantes utilizassem o seu uniforme oficial. Mas os dirigentes suecos não o fizeram, e a Fifa, sem alternativa para o impasse, marcou um sorteio para decidir quem teria que utilizar camisas de outra cor.
 
O Brasil, em protesto, não enviou representante para acompanhar. E não deu outra. Perdeu o sorteio, que muitos acreditam tenha sido manipulado. Não poderia, então, jogar com a sua tradicional camisa amarela. Pior: o branco era o único uniforme disponível para disputar a finalíssima. Supersticiosos, vários jogadores logo lembraram do desastre de 1950, onde o Brasil, grande favorito, e jogando de branco, inexplicavelmente, perdera a Copa para o Uruguai, em pleno Maracanã, no maior desastre da história do nosso futebol. 
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Tags: história , seleçao brasileira , copa do mundo
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