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O Corinthians trabalha para alcançar uma pontuação segura no Campeonato Brasileiro a fim de que possa mirar as atenções apenas para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, que será realizado no Japão, em dezembro. Lá, do outro lado do mundo, em que haverá um importante represente europeu, Paulo André tem certeza de que uma análise diferente e mais consistente será desenvolvida durante as transmissões.
Na França, especificamente onde viveu, culturalmente, o jogo é mais estudado, acredita o defensor. Algumas graduações a jornalistas, revela Paulo André, são necessárias. "A análise é muito menos pessoal, e muito mais técnica e tática", resume.
Nesta segunda parte da entrevista em vídeo concedida à Universidade do Futebol, um dos líderes do atual elenco capitaneado por Tite diz que 99% das avaliações da mídia não são corretas e revela que comunicação e inteligência em um time qualificado são os pontos decisivos para se vencer um rival.
Além disso, Paulo André fala sobre comportamentos sociais, técnicos, táticos e psicológicos em campo, diferenças de treinamento, o que pensa sobre princípios estruturais e o quão importante foi o desenvolvimento motor estimulado pela prática de outras modalidades esportivas na infância.
Paulo André, jogador do Corinthians (parte I)
O que é indispensável na sua equipe para vencer o adversário
"Quando o Tite dá um recado, a própria equipe se adapta e consegue reproduzir o que ele quer. Comunicação e inteligência em um time qualificado é o que faz a diferença"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
O diálogo dentro de campo
"Tento identificar muito rápido os problemas logo no início de jogo. Falo mais com o Fábio [Santos], que joga ao meu lado, e com o Paulinho e o Ralf. Roubar a bola à frente é estar mais perto do gol do adversário"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
De que maneira você avalia o seu próprio desempenho em uma partida?
"99% das avaliações da mídia não são corretas. Minha análise independe da opinião pública. É bom identificar o erro e não repetir, e isso o Tite faz muito bem. Ele enxerga muito"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
O jornalismo esportivo no Brasil e na Europa
"Lá, culturalmente, o jogo é mais estudado. Algumas graduações são necessárias. A análise é muito menos pessoal, e muito mais técnica e tática"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
O comportamento do zagueiro com a posse de bola e sem a posse de bola
"Sem a posse de bola, tento limitar o espaço de ação do atacante. Não preciso roubar a bola: tenho que impedir o gol"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
Situações de bola parada: é importante treinar diferentes alternativas?
"O treinador deve oferecer ferramentas para que o jogador tome a decisão mais inteligente durante o jogo"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
Diferenças no treinamento entre Brasil e Europa
"Aqui fazemos um coletivo para ver se a equipe encaixou, algo muito subjetivo. Lá, estuda-se o adversário para superá-lo. Você treina a semana inteira os princípios de jogo"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
A equipe do Corinthians pode se aproximar do treinamento europeu?
"Acho que sim e a maior virtude do nosso grupo talvez seja trabalhar em uma intensidade acima do que ocorre no jogo"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
A influência de outros esportes na formação do jogador de futebol
"Esse desenvolvimento motor de drible curto, mudança de direção, raciocínio rápido e improvisação são fundamentais dentro do campo grande e é o maior diferencial do Brasil. Mas só isso não basta"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
Os clubes brasileiros sabem exatamente que tipo de jogadores querem formar?
"Lógico que não estamos no zero, mas a gente, com coisas simples, pode otimizar a produção de craques e minimizar o desperdício"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
Características regionais no futebol brasileiro: ainda existem?
"Uma diferença muito gritante é a situação do gramado. Se o gramado está molhado é um tipo de jogo; se está seco, é outro completamente diferente. E nosso time hoje sente dificuldades para jogar no Engenhão, no Nordeste"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
Outras práticas esportivas podem influenciar positivamente na formação do jogador de futebol?
"Pratiquei vôlei, tênis, tive uma infância feliz. E trago comigo muita coisa do tênis, desde a antevisão da jogada, até a concentração de um ponto ao outro"
(Paulo André, jogador do Corinthians)
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Juliana Cabral, ex-jogadora e comentarista da Rádio Globo