Por: Marcel Capretz
Que fique bem claro: não sou contra demitir treinador de futebol. O politicamente correto que diz que todo técnico deve ter tempo de trabalho é fantasioso e contraproducente.
O mundo corporativo deixa claro e o futebol, mesmo com suas especificidades, deveria abraçar: demore para contratar e seja rápido para demitir! Se essa ordem não for respeitada e não houver critérios para a admissão, se não for feita uma pesquisa minuciosa prévia e a escolha for equivocada não faz sentido perder tempo e insistir com um trabalho que não tende a evoluir.
A convicção e o conhecimento de quem contrata é o mais importante. Esse recrutamento e seleção para trazer um treinador, que será o líder do processo, não pode ser feito de qualquer jeito, na base do ‘esse me agrada, esse não’, apenas por opiniões subjetivas. Porque é esse profissionalismo que vai ser fundamental para avaliar corretamente o trabalho que está sendo desenvolvido e se há margem de evolução ou não.
Há trabalhos que mesmo em sequência de derrotas merecem ser mantidos porque está sendo sedimentado algo para um sucesso futuro. Há outros, porém, que mesmo em momentos positivos estão no limítrofe tático e na gestão do ambiente e que a tendência é só cair.
Saber avaliar isso é para poucos. Conhecimento e sensibilidade que falta muitas vezes no futebol brasileiro.
Poderia enumerar aqui todas as demissões que já tivemos neste ano em clubes da Serie A, como Osório no Remo, Fernando Diniz no Vasco, Crespo no São Paulo, Tite no Cruzeiro e Filipe Luiz no Flamengo… invariavelmente em todas elas vemos o erro na expectativa da contratação e o erro na avaliação e no timing da demissão….


