Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

06/08/2015

A mente brilhante e o esporte

Poucos dias atrás pudemos ser brindados com o retorno de Ricardo Gomes (ex-atleta de futebol e treinador profissional) aos gramados, mais precisamente à beira deles no comando técnico do Botafogo Futebol e Regatas.

Isso nos inspira a debater ainda mais na capacidade da mente humana em superar todo e qualquer desafio impostos à nós em nossa vida cotidiana.

O caso de Ricardo, um exemplo de superação para todos nós, foi de extrema gravidade e sua dedicação desejo de retornar à sua prática profissional foram muito importantes em sua recuperação. Penso que o simples fato de acreditarmos que algo é possível já coloca nossa mentem funcionamento a nosso favor e isso já uma enorme contribuição para a recuperação de qualquer ser humano para superar uma adversidade imposta pela vida.

E isso acontece em grande escala no universo do futebol, porém, claro que em gravidade infinitamente menor que a do caso citado do atual treinador do Botafogo, mas acontece num nível de gravidade que impacta momentaneamente ou permanentemente a vida profissional dos atletas, as lesões decorrentes da prática esportiva. Já abordei esse tema aqui na Universidade do Futebol e hoje com outro objetivo trago novamente o tema à nossa pauta.

Resgato que, em quadros de lesão, geralmente o atleta apresenta uma série de reações emocionais negativas, tais como raiva, ansiedade, medo, depressão, incerteza sobre o futuro no esporte, mudanças nos hábitos alimentares, mudanças no sono, obsessão pelo retorno, negação da lesão, tentativas de esconder a lesão, alterações de humor, etc.

Cabe relembrar que existem dois aspectos que desempenham um papel importante e complementam os aspectos médicos da reabilitação, são eles: a resposta emocional e os processos cognitivos, ou seja, a forma como cada atleta interpreta a lesão e suas expectativas quanto à eficácia do tratamento e sua recuperação.

Porém, nesta coluna, não vou aprofundar sobre o trabalho de Coaching junto aos atletas em momentos de lesão, mas sim estimular os atletas a se utilizarem deste processo em momentos como este, pois quando vemos o caso de recuperação de Ricardo Gomes é impossível ficarmos alheios a este tema e deixarmos de aproveitar para inspirarmos os atletas a encararem o momento de lesão como uma etapa, que por sua própria característica, irá ter fim em algum momento.

Quando o atleta possui o apoio adequado e decide genuinamente ultrapassar essa etapa de lesão tudo começa a evoluir e seus comportamentos, estimulados pela maneira mais positiva de pensar aliada à confiança, facilitam o percurso até a volta à prática esportiva.

Então, não acham realmente que a mente é algo brilhante e indispensável ao conhecimento do universo esportivo?

Até a próxima! 

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