Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

28/05/2015

Ciranda, cirandinha no futebol

Mais uma vez estamos vendo a reprodução da canção popular “Ciranda Cirandinha” no futebol brasileiro, ou seja, a ciranda dos técnicos nos clubes que disputam o campeonato brasileiro da série A.

Apesar de terem se passado apenas três rodadas, os clubes já se movimentam, demitem seus comandantes e partem em busca por novos profissionais para comandar suas equipes.

O curioso é percebermos que os técnicos que ontem figuravam como os profissionais mais adequados para atingir as metas do clube e que contavam com a confiança do grupo de gestão em seus clubes, rapidamente passaram a ser o principal problema pelo desempenho inicialmente ruim de suas equipes.

Se pensarmos em nossa vida cotidiana, os gestores muito se assemelham à alguns motoristas dirigindo seus automóveis em dias de engarrafamento nas grandes cidades.

É comum vermos um motorista mais impaciente trocar de faixa da esquerda para a direita acreditando que a outra faixa está evoluindo numa velocidade maior do que a que ele estava. Porém, quando ele passa à faixa ao lado, logo cria a percepção de que a faixa anterior está evoluindo melhor e por aí segue, trocando de faixa sucessivamente em busca de conseguir atingir mais rapidamente seu objetivo no trânsito.

Os gestores muitas vezes pensam da mesma forma e buscam nos outros clubes opções de comando técnico que aparentemente trarão melhor desempenho para suas equipes, mas na maioria das vezes isso não se materializa ou não se sustenta por muito tempo. O clubes acabam passando o ano com dificuldades para obter melhores resultados e invariavelmente brigam apenas para se manterem na mesma divisão do Campeonato Brasileiro.

É ou não é a verdadeira “Ciranda, cirandinha” representada no futebol? Um sai, outro vem e muita coisa não muda na situação atual de cada clube na tabela.

De fato, nos resta refletir se realmente a melhor alternativa para os clubes é se antecipar aos primeiros sinais de baixo desempenho e promover rapidamente uma troca de comando, ou se é ter um pouco mais de paciência, validar a confiança no trabalho que está sendo desenvolvido e aguardar um pouco mais para que o trabalho amadureça e apresente seus melhores resultados. Ah, levando em consideração que o material humano disponível (no caso os atletas) não muda com a troca de comando, são os mesmos comandados que serão corresponsáveis por obter na prática melhores e diferentes resultados dentro de campo.

E aí, amigo leitor, na sua opinião qual pode ser a melhor alternativa?

Até a próxima. 

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