Universidade do Futebol

Eduardo Fantato

14/02/2012

Deu zebra, ou melhor, deu Zâmbia!

Olá, amigos!

Na coluna desta semana trago novamente uma discussão que se eterniza no cenário do futebol mundial: “não existem mais bobos no futebol”.

A seleção de Zâmbia sagrou-se campeã no último fim de semana da Copa Africana de Nações, surpreendendo equipes tradicionais e com jogadores de maior prestigio no cenário mundial. E ainda tivemos Mali surpreendendo a equipe de Gana na disputa de terceiro lugar.

Alguns podem considerar insignificante o fato, e muito mais o comentário a respeito deste feito neste espaço. Entretanto, cabe-nos aprofundar a questão.

Isso porque é importante tentar levantar aspectos que culminaram neste resultado. E, sobretudo, nos impactos que podem surgir.

É bem verdade que o título da Copa de Nações não tem tradição de destaque em competições de grande porte, salvo em 2000, ano em que Camarões ganhou a Copa das Nações Africanas e as Olimpíadas.

Porém, é importante que se desenvolvam instrumentos de avaliação de competições como essas. O que fez com que Zâmbia fosse campeã? Que impactos essa conquista pode trazer para futuros encontros com países africanos?

No ano passado, Mano Menezes foi massacrado por conta de um amistoso com Gabão. Criticado por participar de um amistoso chamado de “caça níquel”. Sem entrar no mérito da questão, temos que esquecer até certo ponto elementos políticos e ressaltar a importância de um jogo contra equipe do estilo africano.

Afinal, o Brasil não tem tido sucesso contra esse estilo de jogo – relembremos os casos do Mazembe contra o Inter, e das Olimpíadas com Camarões e Nigéria, sem contar Gana nos mundiais de categorias de base.

Se Zâmbia ainda está longe de se classificar para uma Copa ou para as Olimpíadas para merecer o respeito dos brasileiros, o Gabão pode encontrar o Brasil nos Jogos ainda este ano. E conhecendo nosso histórico contra africanos, nada mais justo do que recorrer a analises de competições africanas bem como do próprio amistoso, ainda que com as seleções principais.

A gente discute tecnologia, porém, mais do que isso ,sempre defendemos que informações não dependem apenas dela: elas podem e devem ser oriundas de diferentes fontes, cabendo ao recurso tecnológico a facilitação do armazenamento, consulta e utilização destas.

As tradicionais equipes africanas foram surpreendidas por Zâmbia e Mali; nas Olimpíadas, Gabão será novidade. E em 2014?

Não podemos esperar para ver, se existem métodos de observação e tecnologia suficientes para acessar vídeos e informações hoje no mundo inteiro. Temos que abrir nossos olhos para não repetirmos o discurso de que não existem mais bobos no futebol e tampouco repetir o sentimento do Maracanazzo.

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br
 

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