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29/04/2018

Diretoria: uma das pernas na qual descansa o trabalho em equipe

Ciclos bem-sucedidos se conseguem com a colaboração de todos

Todo mundo sabe disso, mas no futebol é comum que a gente acabe se concentrando unicamente em indivíduos, mesmo que o resultado seja devido à um esforço coletivo. Pense em bônus por desempenho, promoções ou contratações. O foco está sempre em um ou outro, e isso acaba sendo um grande erro. Entretanto, para que o todo funcione muito bem, é evidente que se deve escolher corretamente aqueles que exercerão determinados cargos dentro do clube. Neste caso, não se escolhe somente a pessoa, mas fundamentalmente suas ideias e seu comportamento.

Após a escolha, o papel da direção do clube passa a ser um tanto amplo, ou seja, além de compartilhar as informações, deve-se fazer cumprir os projetos do clube por meio de um alinhamento absoluto de objetivo e confiança. Este caminho só pode ser percorrido com conceitos claros, contenção de excessos e um processo de avaliação constante.

Aqui recai uma das habilidades mais importantes de um diretor: a capacidade de perceber e desenvolver o potencial das pessoas. Todos nós temos limitações em determinadas áreas, em contrapartida somos muito bons em várias outras. Em uma equipe, os conhecimentos se completam e o respeito pelas habilidades e limitações de cada um é a chave para o bom andamento do trabalho. Não se trata de saber mais ou saber menos, mas sim de somar e potencializar os “diferentes saberes” em função do clube na busca pelos resultados desejados.

Vale lembrar que o resultado desejado no processo de formação, inclusive para o diretor, é fazer com que jogadores formados pelo clube se destaquem e subam ao profissional, ano após ano! Formar uma grande equipe, constituída em sua totalidade por jogadores do clube, não deveria ser tão utópico como parece; deveria ser o objetivo a ser alcançado. Mas para realizar um trabalho desta magnitude, o diretor não pode tratá-lo como um hobby. É preciso ser bem informado, observar a conduta de todos os envolvidos no processo, estar disponível para os staffs (principalmente para orientá-los), tomar decisões e agir respeitando sempre a identidade do clube, e o mais importante de tudo, ser o responsável pela construção e manutenção deste ciclo bem-sucedido.

 

Comentários

  1. Eurotides Junior disse:

    Trabalhei num clube de grande expressão nacional, fui Inspetor de atletas de base. O que muito me incomodava, era ver ao término de cada competição, as dispensas de jogadores, nota-se que os clubes que se dizem formadores, só se preocupam em formar atletas de alto desempenho, e não formar o cidadão. Garotos longe das famílias, amigos, e que de repente, sem feedback de ninguém, recebem um tapinha nas costas, e são largados à própria sorte.

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