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Um tema sempre presente nas conversas dos bons apreciadores do futebol e também de seus profissionais é o do papel das ciências para a evolução desta modalidade esportiva.
 
A eterna discussão, por exemplo, em torno da prevalência do futebol-força em relação ao futebol-arte parece representar certo preconceito em relação à ciência, já que se subentende que estas duas dimensões são coisas opostas ou antagônicas. Ou se tem arte, representada pela técnica apurada, pelo estilo e plástica do jogo, ou se tem a força, representada pelo bom preparo físico, velocidade e disciplina tática.
 
Cria-se uma separação artificial muitas vezes prejudicial à melhor compreensão e desenvolvimento deste esporte.
 
Para aprofundarmos este assunto, talvez fosse interessante antes de qualquer coisa entender um pouco o que é ciência e o que é arte. O exato significado do que seja uma e outra tem sido um desafio para pensadores, cientistas e demais profissionais que se preocupam com o tema e o que se observa é que não há muito consenso entre eles.
 
Particularmente gosto da definição de ciência como a síntese provisória e possível do saber acumulado pela humanidade em um determinado período histórico. Como arte podemos entender a habilidade do ser humano de produzir algo belo ou estético. Ela se manifesta de diferentes formas através da música, dança, cinema, teatro, pintura, esporte etc.
 
Entendidas assim, ciência e arte, ao invés de ocuparem lugares opostos ou antagônicos, deveriam ser consideradas como dimensões complementares a serviço da nossa evolução e desenvolvimento.
 
Em especial no futebol, a exemplo de tantas outras manifestações humanas, seria maravilhoso se utilizássemos o conhecimento e inovações científicas para aprimorarmos a arte de jogar com habilidade, estilo e beleza, tornando esta paixão nacional e mundial cada vez mais atraente.
 
Pena que ainda nos atrapalhemos ao lidar com estas duas dimensões.

Para interagir com o autor: medina@universidadedofutebol.com.br

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