Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

17/10/2013

Hora de fazer as contas e (re)estabelecer as metas

Com o Campeonato Brasileiro de futebol chegando ao seu final, é comum os clubes efetuarem diversas contas para realinhar ou definir algumas metas para esta reta final do ano.

E todos os clubes, sem exceção, passam por este momento de reavaliação, seja para evitar o descenso ou para conquistar uma vaga em competição internacional para o ano seguinte.

Mas, será que sabemos elaborar metas que realmente sejam estimulantes para aqueles que deverão persegui-las com toda dedicação e foco?

As metas possuem a capacidade de manter as mentes positivas, liberando ideias e energia para a consecução delas. Sem o estabelecimento de metas, somos simplesmente levados pelas correntes da vida e, em contrapartida, quando temos metas em vista, somo capazes de voar como flechas em direção ao alvo desejado.

Então, se as metas possuem realmente este poder, se faz mais do que necessário que no momento atual os clubes usem e abusem delas, certo? Mas, como elaborar metas poderosas?

O primeiro de tudo é realizar uma reflexão em grupo para que se responda a seguinte pergunta: O QUE REALMENTE QUEREMOS OBTER AO FINAL DA COMPETIÇÃO, TENDO EM VISTA A POSIÇÃO NA QUAL ESTAMOS ATUALMENTE? É necessário definir-se realmente o que grupo quer, ou seja a META GLOBAL DO GRUPO!

Em sequência é necessário definir as três metas intermediárias mais importantes para que se atinja a meta global. Deve-se responder: QUAL SÃO AS TRÊS METAS (alavancas para conquista da meta global) MAIS IMPORTANTES PARA O GRUPO NESTE EXATO MOMENTO?

Aqui cabe lembrar mais uma vez que existe um modelo muito utilizado e eficaz para o estabelecimento de metas poderosas: o SMART!

S – Specific (Específica), definida com clareza. Devemos nos perguntar: O quê? Quem? Onde? Quando? Como?

M – Mensurável, deve ser possível avaliar o progresso da meta e devemos perguntar algo como: Que valor? Qual quantidade? Como saber que está concluída?

A – Atingível, a meta deve ser elaborada de forma a ser possível atingi-la. Assim que estiver elaborada devemos ser capazes de definir em conjunto qual ações deverão ser realizadas para atingir a meta.

R – Realista, a meta deve ser desafiadora mas também realista. O desafios motivam e a realidade faz com que o grupo tenha confiança na capacidade de alcança-la e se inspira a decidir concretiza-la.

T – Timing, a definição do prazo para a concretização do objetivo pode auxiliar como planejamento para o grupo, na busca pela realização das ações que permitirão atingir a meta.

Ainda, como dica para aumentar o foco e a capacidade de realização do grupo é necessário identificar as maiores preocupações do grupo. Deve-se responder: QUAIS SÃO AS TRÊS MAIORES PREOCUPAÇÕES DO GRUPO NO MOMENTO? Ou seja, o que está doendo para o grupo?! Após a identificação das dores ou preocupações, deve-se explorar as maneiras de endereçar estas questões, respondendo:

1. Quais seriam as soluções ideais para cada um desses problemas?

2. Como poderíamos eliminar imediatamente esses problemas ou preocupações?

3. Qual é a maneira mais rápida e direta de resolver cada problema?

Mas, devemos ter em mente que reflexão sem ação é apenas distração e, sendo assim, deve-se elaborar um plano de ação para o grupo com:

• As ações que busquem a conquista das metas de alavanca e consequentemente a meta global;

• As ações que irão atacar os problemas ou preocupações do grupo.

Em posse deste plano resta ao grupo colocar as mãos à obra e executar com dedicação e foco as ações que foram definidas pelo próprio grupo, e que por este motivo tende a ser muito mais valorizada e perseguida pelos integrantes do mesmo.

Então, apesar de estarmos na reta final da competição penso ser valioso que os clubes façam suas contas e tracem suas metas! E você, o que acha?

Até a próxima!

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