Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

23/07/2015

Integrando o atleta ao grupo

Um fato comum nas equipes de futebol profissional, principalmente no Brasil, é a entrada de novos atletas no elenco no decorrer das competições esportivas. Sabemos que a chegada de um novo membro em qualquer equipe é sempre importante e valiosa, porém ela pode causar impactos no grupo e isso se amplifica quando em casos em que este atleta que chega é um jogador de sucesso na carreira e com trajetória internacional.

Sobre este acontecimento muitos clubes podem passar por dificuldades e existem ocasiões em que a equipe chega a perder performance quando novos atletas chegam no decorrer das competições. Em situações assim, sempre nos perguntamos “o que fazer”?

Acredito que um importante desafio, além da questão tática e técnica, está em conseguir integrar esses novos membros num grupo que já possui um espírito colaborativo instalado.

Neste ponto, reforço a questão de que dificilmente conseguimos um grupo vencedor que conviva num ambiente de discórdia ou de conflitos permanentes. Ao se inserir novos membros num grupo, obviamente os conflitos acontecerão eventualmente, mas se a tensão permanecer no grupo por algum motivo poderá ocorrer o rompimento do espírito de equipe já instalado e, com isso, com certeza o desempenho esportivo cairá consideravelmente.

É importante percebermos que a cada comentário ou atitude de um atleta, sendo ele novo no grupo ou não, tem potencial para afetar o espírito de equipe, seja de forma positiva ou negativa. Atitudes positivas potencialmente ocasionam sempre coisas boas para o grupo e atitudes negativas geram coisas ruins. Sendo assim, todos os membros de uma equipe precisam reconhecer essa verdade, principalmente os novos integrantes.

Por este motivo, imagino que seja importante ressaltar que se pudéssemos traçar uma primeira meta para este momento de inclusão, esta seria a meta de não prejudicarmos os desempenhos individuais dos membros do grupo, para então posteriormente podermos evoluir em direção de uma meta comum a ser alcançada pelo grupo. Ter base comportamental para se buscar atingir essa meta comum, significa para o grupo que todos conseguirão levar uma perspectiva positiva para suas atuações individuais e projetar um espírito positivo sobre os demais membros da equipe.

Todos os atletas que por acaso não estiverem preparados mentalmente para se concentrar nos aspectos positivos dos demais, pelo menos podem evitar ser negativos. Desta forma, o atleta evita se tornar involuntariamente um obstáculo no caminho das metas da equipe (definidas anteriormente ou no momento de sua chegada) contribuindo assim para que se alcancem grandes resultados em equipe.

Com isso estabelecido, chega-se o momento de fortalecer o posicionamento da missão da equipe em primeiro lugar, quando o respeito está estabelecido e todos estimulam e apoiam os talentos individuais e comportamentos positivos que quando somados criam um grupo coeso e maduro em busca de objetivos comuns.

Para isso acontecer na prática é necessário procurar desenvolver o espírito de equipe, proporcionando que os atletas possam buscar as boas qualidades dos demais atletas que compõem esta equipe mutuamente, ouvindo os companheiros, respeitando os sentimentos e contribuições de cada um deles, aceitando as diferenças e aceitando ajudá-los. Podemos chamar isso de harmonia entre os membros de um grupo e este é fator que contribui para a obtenção de um melhor desempenho.

E você, amigo, concorda que os clubes devem cuidar da integração de seus novos atletas em suas equipes?

Até a próxima! 

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