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23/12/2015

Mais conteúdo

No Brasil, ainda há a necessidade das entidades esportivas se apoderarem de forma mais concreta do seu próprio conteúdo

Tenho comentado já há algum tempo sobre a necessidade das entidades esportivas se apoderarem de forma mais concreta do seu próprio conteúdo. Esta premissa não é nova mundo afora, mas ainda engatinha em termos conceituais aqui no Brasil.

Nesta semana, as chamadas do Programa Vídeo Show, que é exibido na TV Globo desde 1983 (portanto, há 32 anos), me chamaram a atenção para este ambiente de reflexão do esporte. Este é, certamente, o melhor exemplo que temos no nosso mercado de entretenimento em termos de gestão do próprio conteúdo. Afinal de contas, trata-se de um programa de uma emissora que serve para falar de outros programas da própria emissora, o que gera proximidade, expectativas e engajamento com o público consumidor.

Os “canais” de TV de alguns clubes brasileiros na internet exploraram, em certa medida, um conceito muito parecido ao do Vídeo Show. E, em alguns casos, exageraram na dose, o que os tornou pouco atrativos.

E a falta de atratividade tem a ver justamente com a criação de expectativa sobre um conteúdo que não é entregue pelo próprio detentor do conteúdo. O conceito é complexo mas muito verdadeiro. A Benfica TV, como já falado outrora, quebrou este paradigma justamente por fechar todos os ciclos de entrega e distribuição do conteúdo para os seus consumidores.

Vejam que não existe uma fórmula mágica e de fácil implementação. A estratégia de comunicação e o controle de conteúdo envolve um emaranhado de atividades complementares que, quando bem estruturadas tendem a alcançar o êxito planejado. O mercado não aceita mais ações pela metade. Não há mais espaço para isso…

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