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Esta coluna repete há semanas a máxima de que “fazer futebol é caro” e que quem garante boas receitas são os clubes com número expressivo de torcedores, capazes de comprar muitos ingressos e que garantem audiência expressiva no rádio e na televisão. Diante disso, os clubes no interior têm os dias contados.

Treinador do Red Bull Brasil, equipe do interior paulista, antes de atividade do clube em preparação para a segunda fase do estadual. (Foto: Divulgação)

 

Não tem sido bem assim. No caso do estado de São Paulo, as equipes do interior que chegaram à fase final têm se saído como mananciais de exemplos de como desejamos o futebol do país. A coluna sempre valoriza a importância de se haver propósito, filosofia, rotina e cultura de trabalho. A necessidade de se construir uma identidade. Para a Gestão do Esporte, elemento sine qua non para o bom desempenho das atividades e produtividade.

Os chamados “grandes” clubes enfrentam problemas que os do interior não passam. E vice-versa. Estes não enfrentam a pressão por resultados ou questões políticas que interferem no dia a dia do clube. Muitos possuem problemas com salário, entretanto estes que avançam de fase, não. Quem recebe em dia trabalha mais tranquilo, né? Produz mais, sem dúvida. Aquele futebolista de um grande clube pode até desempenhar sem receber, porque a torcida faz pressão. No entanto, na primeira chance, sai do clube e coloca em risco o trabalho a longo prazo. Errado o atleta? Não!

Outro fator importante: tempo. Os clubes do interior possuem tempo para poderem construir a identidade de jogo da equipe. Operam a longo prazo, contratam ou moldam os jogadores de acordo com a filosofia de trabalho, conduta dentro, fora de campo. Estes fatores, como já escritos antes, tornam o trabalho de comunicação e marketing da equipe excelentes. É capaz de atrair muitos torcedores. O Botafogo de Ribeirão Preto, mesmo não estando na fase final, se antecipa ao revitalizar o estádio. 

O futebol do interior tem, é verdade, trazido boas novas. Oxalá venham mais bons sinais como, por exemplo, austeridade financeira que seja o alicerce de uma sustentabilidade para as equipes do interior. Portanto, o interior do futebol revela que, quanto menor o propósito coletivo e a cultura de trabalho, os resultados ficarão mais aquém daqueles esperados. 

Em tempo mais uma frase relacionada à Gestão e Marketing Esportivo:

“Este é o caminho do Atlético daqui para frente. Este é o marketing, o grande marketing do futebol. A bola entrar naquela casinha quadrada que tem uma rede. O melhor executivo de marketing que existe no mundo do futebol é quem coloca a bola na rede.” 

Alexandre Kalil, quando presidente do Clube Atlético Mineiro (Julho/2013)

 

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