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Caros amigos da Universidade do Futebol,

Com a grande profissionalização e comercialização do futebol, e também com os próximos grandes eventos esportivos a serem realizados no Brasil (Copa e Olimpíadas), os investimentos no futebol tem se intensificado.

Isso é, evidentemente, muito positivo, uma vez que ajuda a garantir a viabilidade financeira deste esporte. Por outro lado, é importante que esses investidores entendam perfeitamente a realidade do mundo do futebol, para que não tenham surpresas ao longo do período do investimento.

O futebol não é uma aplicação em renda variável como outra qualquer. É uma aplicação em renda muitíssimo variável! Sendo que essa variável se baseia em fatos absolutamente desassociados de qualquer racionalidade. Aliás, é justamente por conta desse fator totalmente imprevisível que o futebol é tão atraente e pode ser, por vezes, tão rentável.

Vejamos, por exemplo, o que ocorreu na SE Palmeiras. Tudo caminhava para um desfecho muito favorável (dentro de um ano não tão favorável assim). Os obstáculos mais complicados foram superados. E, quando vem o obstáculo em tese mais simples, o time perde do Goiás e todo o planejamento de receitas, despesas, contratações, patrocínios, etc, etc, vai por água abaixo. E o quase certo lucro vira prejuízo da noite para o dia (ou nem isso, vira prejuízo das nove horas para as onze horas daquela noite).

Isso se deve ao fato de que investimentos no futebol dependem muito do que ocorre dentro dos gramados que, claro, em muitos casos é reflexo de um bom planejamento, mas que em outros, por diversas razões de momento, não reflete o esforço extra-campo.

E é desta constatação que voltamos a uma discussão muito antiga, mas complexa no futebol. Vale a pena ter uma gestão profissional, sem gastos excessivos, e não ter bons resultados em campo? Ou a melhor administração é aquela que se endivida, contrata uma constelação de craques a qualquer custo?

Acho que a resposta é uma justa medida entre um e outro. É fundamental que os investidores do futebol trabalhem com quem conheça profundamente a modalidade (coisa que não se aprende exclusivamente em nenhuma faculdade ou em multinacionais de outros ramos de atividade).

De todas as maneiras, entendo que, por mais difícil que seja este caminho, o investimento no futebol pode ser muito positivo para todas as partes envolvidas, especialmente se o investimento ocorre com responsabilidade, ética e profissionalismo.

Para interagir com o autor: megale@universidadedofutebol.com.br

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