Rivalidade, civilidade e respeito

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Muita gente se alimenta de polêmicas em torno do futebol.

Quanto mais problemas existirem, mais holofotes estarão prontos para aumentar sua dimensão.

Até se diz que coisa boa não vira notícia, porque não desperta a atenção.

Prefere-se jogar luz na reclamação de José Mourinho contra a arbitragem, assim como o que Guardiola devolveria por ouvir falar do treinador do Real Madrid.

Ainda, destacar a discussão virtual entre Neto e Tiago Leifert.

Com isso, a imprensa dá uma dimensão e importância muito maiores aos personagens do que ao acontecimento.

Como diz Tostão sobre os treinadores, que ganharam um poder quase divino e sobrenatural, pelas mãos da crônica esportiva, que lhes reputa determinantes nas vitórias e derrotas.

Pego o “gancho” do que escreveu Erich Beting, em seu blog, sobre a chamada publicitária que o Internacional fez, oficialmente, em um jornal do Uruguai, antes do jogo contra o Peñarol, pela Libertadores da América, nesta semana.

“Colorados de un lado. Carboneros de outro. Respeto y amistad por todas partes”, dizia o texto, que visava também dizer que o clube será bem recebido no jogo de volta no Brasil.

Outro episódio de relevância na semana tem como destaque o programa Painel RBS, veiculado ontem pela TVCom, canal do Grupo RBS.

Nele, encontraram-se Falcão e Renato Gaúcho, como treinadores de Inter e Grêmio. 

Brilhantemente mediado e conduzido pelos jornalistas, abordou histórias pitorescas dos dois grandes ídolos do futebol gaúcho: jogos inesquecíveis, amigos, carreira e o que representava o rival.

E como mensagem comum ficou o pedido de paz no Gre-Nal deste domingo, além do reconhecimento que um clube só se fez grande pela existência do outro.

A violência costuma acontecer a partir de uma escalada de incompreensão, intolerância e ignorância.

Um excelente exemplo de inteligência na mídia esportiva, aliado ao respeito e civilidade, sem excluir o tempero apimentado que a rivalidade deve movimentar o dínamo do futebol.

Isso funciona melhor do que simples pedidos retóricos de paz nos estádios ou de repressão policial.

Violência se desarma com inteligência. Não com mais violência.

Parabéns à iniciativa do Grupo RBS e da equipe do programa.

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br  

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