Universidade do Futebol

Rodrigo Azevedo Leitão

13/04/2014

Semifinais da Champions League 2013/2014: quem vai chegar?

Na última semana a Champions League 2013/2014 definiu seus semifinalistas.

Duas equipes espanholas, uma inglesa e uma alemã.

Mais uma vez o Bayern e mais uma vez o Real Madrid.

Mais uma vez Josep Guardiola e José Mourinho.

O espanhol Atletico de Madrid chega as semifinais com seu “super” sistema defensivo – concentrado, consistente, eficaz, maleável – como grande trunfo. Seu ataque funciona bem, sem desperdícios…

O também espanhol Real Madrid, bem diferente da gestão Mourinho na maneira de jogar o jogo, tem tirado proveito de conceitos trazidos pelo seu treinador italiano Carlo Ancelotti, e ainda que menos consistente sob certos aspectos que o concorrente Atlético de Madrid, parece apresentar melhor controle do jogo com bola do que esse último, maior número de opções de ataque e mais variações ofensivas.

Já o inglês Chelsea tem sido um “time de Mourinho” – algo que parecia ter sido perdido pelo português em seu trabalho no Real Madrid. E ser um time de Mourinho significa ser um time com um pragmatismo dominante, que faz emergir até nos momentos mais improváveis a demonstração de que o jogo está sob controle.

O alemão Bayern de Munique tem sido cada vez mais Guardiola. E ainda que insistam em dizer que o treinador espanhol é avesso a centroavantes, jogadores de área e cruzamentos, ele mesmo já fez questão de desmentir em uma de suas coletivas de imprensa, acrescentando algo assim: “minha equipe deve ter obsessão por possuir a bola e controlar o jogo a partir dela. Devo aproveitar as características dos jogadores que tenho para compor o jogo da minha equipe. O jogo que preciso que ela saiba jogar. É uma troca do que a equipe em sua maneira de jogar pode oferecer aos jogadores, e o que eles com suas características podem oferecer a ela. E dentro disso nada deve ser descartado”.

Quatro equipes, três países, quatro estilos diferentes de proposição do jogo. Em comum, talvez cinco aspectos:

a) alta intensidade de jogo (física, cognitiva, técnica, etc.),

b) maneira de jogar bem definida,

c) grande capacidade dos jogadores para executarem estratégias coletivas,

d) jogadores com grande eficiência em suas ações,

e) gestores de campo (treinadores) que são profundos estudiosos do jogo.

De “estranho” nisso tudo, a ausência do FC Barcelona – que rompeu com o processo que modelava a construção do seu jogar – e que agora precisa definir qual caminho deve ser seguido – o atual ou o anterior.

Quem vai chegar às finais e conquistar o título?

Ainda que as apostas estejam maiores em cima de Bayern e Chelsea, é difícil dizer.

De certo mesmo, é que poderemos saborear grandes jogos e aprendermos um pouco mais sobre o futebol de dentro do campo…

Por hoje é isso…

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