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A diferença entre gestor executivo e gestor de negócios

Os clubes de futebol estão mudando. Eles se veem diante de uma exigência de mercado: modernizar e profissionalizar a gestão para melhorar os setores de administração, finanças, marketing, negócios e comunicação. O sucesso nessas áreas, é claro, está subordinado ao sucesso na formação de jogadores e no rendimento do time. Normalmente, departamentos de futebol priorizam três áreas de gestão: a área política não profissionalizada e as áreas profissionalizadas técnicas e de saúde. Para o bom funcionamento, é necessário a interação e o acordo mútuo dessas três áreas.

A área política representa o vértice estratégico do clube. O colegiado do departamento de futebol é constituído sob a hierarquia presidencial, por um vice-presidente e seus diretores. O presidente determina o modelo de gestão, o perfil dos treinadores, a filosofia, a política de salários e de contratações, e as diretrizes básicas funcionais para o futebol. O relacionamento com a imprensa é tarefa da área política, para resguardar a imagem dos profissionais (treinadores, jogadores e outros) e os interesses políticos e administrativos do clube.

O gestor executivo deve ser o responsável pela comunicação entre a área política e as equipes de saúde, comissões técnicas e jogadores. Ele deve reger as relações internas e externas do departamento. Com ferramentas gerenciais, o gestor executivo deve promover a excelência competitiva na formação de jogadores e no desempenho do time principal.

O gestor de negócio tem outra função. A incorporação do futebol pelo mercado de entretenimento ampliou e diversificou as negociações envolvendo jogadores. Por isso, o gestor de negócios deve conhecer profundamente o mercado, e possuir uma rede de relacionamentos com olheiros, clubes e empresários. Além disso, ele deve ter dedicação exclusiva, sem acumular as funções da gestão executiva.

Na prática, por um lado, o gestor executivo, com as comissões técnicas, deve identificar as carências e determinar o perfil dos jogadores para contratação; por outro lado, o gestor de negócios, sem vínculo com as comissões técnicas, deve se relacionar com o colegiado político e participar da contratação de jogadores segundo as exigências do departamento de futebol.

Em linhas gerais, o gestor executivo deve instituir e manter padrões de excelência nos artifícios organizacionais, estruturais, funcionais e metodológicos para a promoção do futebol no clube. O gestor de negócios, por sua vez, deve ser o responsável por observações, prospecções, seleções e pelos lucros gerados nas transações de jogadores.

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