Futebol para além da sorte ou do azar

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Poucas palavras são capazes de expressar a fragilidade da condição humana como a palavra sorte.

 

Ingrediente fundamental quando o assunto é o nosso destino, vemos a sorte, e por conseqüência o azar, quase que como uma predestinação.

 

E neste sentido pouco importa se os fatos ocorridos em nossas vidas são explicados através da fatalidade, da programação, do próprio destino ou do desígnio imposto por forças maiores, sejam elas de caráter cosmológico, metafísico, filosófico ou teológico.

 

A verdade é que as pitadas de sorte e azar quase sempre estão presentes nas explicações que fazemos sobre tudo que acontece conosco.

 

Será porque ainda não conseguimos entender nossas subjetividades? Ou será porque a nossa compreensão sobre a vida é ainda algo muito incipiente?

 

O futebol, jogo que por mais que os especialistas tentam torná-lo objetivo, só é referenciado como o esporte mais popular do mundo por suas subjetividades. Entender esta relação entre suas subjetividades e objetividades talvez seja o caminho para entender a própria complexidade do futebol e, quem sabe, das nossas vidas.

 

Que objetividade, por exemplo, poderá demonstrar que nesta Copa do Mundo realizada na Alemanha, a seleção de Trinidad e Tobago pode bater a poderosa Inglaterra, ou que o pentacampeão Brasil vai perder para o Japão ou Austrália?

 

Para os resultados inusitados sempre aparecerão as explicações lógicas, objetivas, quase com o ?status? de científicas. Mas, sem dúvida, teremos também explicações de outra natureza, algumas simplificadas pelas lacônicas palavras: sorte ou azar.

 

Quantas vezes duas bolas na trave determinam a sorte da partida. E se este número for maior, haverá os que dirão que foi muito azar para um jogo só. Se houver, então, um pênalti no finalzinho do jogo, a favor ou contra, a sorte estará lançada novamente.

 

É, enfim, a sorte e o azar nos rondando o tempo todo.

 

Mas sem querer negar esses elementos subjetivos e ainda inexplicáveis que rondam uma partida de futebol, prefiro concordar com a idéia de que quanto mais uma equipe trabalha de maneira competente e integrada em busca de resultados, mais sorte terá.

 

Parece-me melhor e mais adequado encarar as dificuldades e obstáculos como desafios que nos fazem crescer como seres humanos e que necessitam de nossa intervenção, do que tomar tudo simplesmente como benção ou castigo dos céus.

Para interagir com o autor: medina@universidadedofutebol.com.br

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Fundador da Universidade do Futebol

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