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Vivemos numa sociedade cuja cultura é dualista, dicotômica e maniqueísta. Neste cenário não conseguimos muitas vezes distinguir as nuances e gradações entre o bem e o mal, o belo e o feio, o certo e o errado, o adequado e o inadequado. Nossa lógica cartesiana não admite contradições, ou combinações de opostos. Ou algo é ou não é. Não existe meio termo.
 
Nesta linha de raciocínio, os recentes episódios ocorridos no Corinthians, protagonizados pelos responsáveis da empresa investidora, diretoria do clube, treinador e seus jogadores, nos remetem a algumas reflexões.
 
Necessitando de uma intervenção forte num ambiente minado por interesses divergentes e, principalmente, onde a vaidade sobrepôs aos objetivos comuns e convergentes de um clube de futebol, para superar os catastróficos resultados dentro de campo, a opção foi contratar um treinador com pulso firme o suficiente para botar a casa em ordem.
 
O paradoxo é que para conter as vaidades o clube escolheu alguém cuja característica maior não é a humildade. Ao contrário, o escolhido foi o polêmico e vaidoso Émerson Leão.
 
Entre posturas e intervenções assumidas pelo treinador em seu início de trabalho para conter o ímpeto egocêntrico de certas individualidades que compõem o elenco corintiano, Leão tomou uma atitude que pode fazer todo o sentido em um aspecto, mas que em outro se mostrou de eficácia, no mínimo, duvidosa.
 
Ao destituir Tevez do papel de capitão do time, fato absolutamente comum e corriqueiro no futebol, o treinador, entretanto, cometeu um equívoco ao justificar que estava retirando a tarja de capitão do craque argentino por que é difícil entender o que ele fala.
 
Um princípio básico da psicologia comportamental que qualquer comandante deve levar em conta para manter o respeito diante de seus atletas é o de jamais menosprezar ou diminuir em público qualquer de seus comandados e em especial aqueles que possuem certa liderança ou ascendência sobre os demais do grupo.
 
A não ser que a sua intenção fosse mesmo a de deliberadamente afastar Tevez do clube, o fato é que a atitude de Leão poderá dificultar em muito um trabalho que parecia promissor no curto prazo.

Para interagir com o autor: medina@universidadedofutebol.com.br

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Fundador da Universidade do Futebol

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