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Se Chacrinha estivesse vivo, sem dúvida nenhuma ele olharia para o Corinthians e teria a dizer uma de suas geniais frases: “Quem não comunica, se estrumbica”. Um dos maiores problemas hoje do Corinthians é a falta de comunicação que existe no clube. Ou, melhor, a falha de comunicação.
 
Imagine que você tenha uma empresa em que seus funcionários não tenham um bom relacionamento. Para piorar, existe uma crise no Conselho Administrativo. E, para deixar a situação caótica, o seu diretor mais gabaritado e importante resolve falar o que lhe vêm à cabeça, sem se preocupar com o impacto daquilo que transmite para a imprensa.
 
Pois é assim que está o Corinthians atualmente. Um time que vive um estado de entropia, pronto para explodir por pressões internas, pelo caos absoluto que impera dentro de sua casa. E qual o reflexo que isso tem para quem está do lado de fora?
 
Sem dúvida alguma a falha na comunicação do clube é o mais gritante ponto, e isso reflete o desempenho dentro de campo. Afinal, ainda não está claro quem é que manda no futebol do Corinthians. É o presidente Alberto Dualib? É o seu parceiro MSI? Ou é Emerson Leão?
 
Das três alternativas, pelo menos de uma podemos ter alguma certeza. Apesar de ser contratado a peso de ouro, de ter certa autonomia para a tomada de decisões e de ter um currículo invejável no futebol, Emerson Leão nada mais é do que um funcionário.
 
Funcionário que tem de dar expediente, que precisa prestar contas a um patrão, que não pode fazer o que lhe vem à cabeça.
 
A partir do momento que Leão passa a falar o que bem entende em sua casa, o castelo começa a desmoronar. Não existe uma hierarquia de comando e, principalmente, não existe uma preocupação por parte do treinador de se preservar e preservar a imagem do local de trabalho de Leão.
 
Assim como fez no São Paulo, quando havia barrado Luizão. No Palmeiras, quando tentou brecar Edmundo, Leão havia preparado o bote. O alvo: Carlitos Tevez. O motivo: qualquer um. Leão não soube ter tato para trabalhar a imprensa. Ou, melhor, não se preocupou com o impacto que a retirada da braçadeira de capitão de Tevez teria no orgulho do jogador.
 
Leão jogou fora um investimento de US$ 22 milhões da parceria Corinthians-MSI. O mercado europeu será fechado brevemente. E Tevez não tem mais clima para voltar ao clube paulista.
 
E onde estão Corinthians e MSI para gerenciar essa crise? Como convencer Carlitos a regressar ao seu time? Ao seu empregador?
 
Leão não soube dizer como fazer. E os dirigentes e a assessoria de imprensa do clube e do MSI sem dúvida estão preocupados com alguma outra coisa mais importante do que o time se estapear verbalmente pelos microfones de todo o pais.
 
Se houvesse um planejamento de comunicação, a crise já teria sido contornada. Ou, ainda, Leão teria se colocado no seu devido lugar: como o competente técnico que já mostrou ser.

Para interagir com o autor: erich@universidadedofutebol.com.br

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