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São Paulo e Atlético Paranaense são, sem dúvida, os dois clubes que apresentam o melhor modelo de gestão hoje do futebol brasileiro. Recentemente, o Inter também entrou nessa dança, mas não dá para duvidar que Tricolor e Furacão ainda são soberanos quando falamos de gestão racional, planejamento, ações de marketing, etc.
 
Os dirigentes de São Paulo e Atlético são, também, aqueles que mais cobram da imprensa uma atitude coerente e profissional no dia-a-dia da cobertura do clube. O Atlético, por exemplo, se vê às voltas com a questão da Kyocera Arena. Volta e meia seus dirigentes se reúnem com representantes da imprensa para mostrar o quão importante é mencionar o nome do patrocinador quando se fala, escreve ou mostra o estádio do Furacão.
 
Só que, na última semana, São Paulo e Atlético deram mostras de que, se o discurso sobre a modernização do futebol está na ponta da língua de seus dirigentes, ainda há algumas falhas gravíssimas que são cometidas pelas pessoas que estão no cotidiano dos clubes.
 
Na última quarta-feira, dia 15, quando o Atlético sofreu a inesperada derrota para o Pachuca, em plena Kyocera Arena, o técnico Osvaldo Avarez, o Vadão, cometeu um grave pecado na entrevista coletiva após o revés. Ao falar sobre o estádio do Atlético, Vadão disse “Arena da Baixada”. Ignorou o nome do patrocinador, tal qual faz a imprensa e tal qual reclamam os dirigentes aos jornalistas.
 
Já no domingo, dia 19, enquanto os atletas festejam o quarto título brasileiro do São Paulo, o supervisor de futebol, Marco Aurélio Cunha, participava do programa “Mesa Redonda”, da TV Gazeta. Vestido com uma camisa da Reebok, patrocinadora do clube, o dirigente fazia uma afronta ao departamento de marketing do clube, tendo ao seu lado um daqueles chapéus em forma de estrela, que são vendidos na porta do estádio e que, obviamente, não é um produto oficial do clube. De que adiantava a camisa do patrocinador (que não tinha o escudo do clube), se o chapéu ao lado era um produto falsificado?
 
São Paulo e Atlético têm se preocupado demais em patrulhar o trabalho da imprensa, numa correta busca pela profissionalização do pensamento dos jornalistas sobre o marketing esportivo. Mas têm de ter a consciência de que o exemplo deve ser dado dentro de casa. Os funcionários do clube, pelo visto, ainda têm de passar pela mesma aula que geralmente é dada à imprensa.

Para interagir com o autor: erich@universidadedofutebol.com.br

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