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A razão exata não sei. Talvez por nos contentarmos em explicar a aparência em vez da essência das coisas, talvez por desinformação, ou quem sabe mesmo devido à má fé, que infelizmente ainda costuma justificar as atitudes humanas.
 
A questão é que nem sempre temos interesse em trazer a verdade dos fatos à tona e fazermos justiça àquilo que ocorre no cotidiano de nossas vidas.
 
O recente título do Internacional de Porto Alegre, derrotando o Barcelona e conquistando o Campeonato Mundial Interclubes no Japão pode ser um bom exemplo disso.
 
Clube gaúcho tradicional e popular, fundado há quase 100 anos, divide com o Grêmio os corações da grande maioria dos apaixonados por futebol no sul do país.
 
Sua história de glórias inclui muitos campeonatos regionais, alguns campeonatos nacionais, além da fantástica epopéia da construção do Estádio Beira-Rio, inaugurado em 1969, com a ajuda empolgante dos seus próprios torcedores.
 
Agora veio a conquista de seu primeiro título internacional de expressão global e com isso a consagração do clube, dos jogadores, do treinador, da comissão técnica e dos dirigentes que comandaram o clube nos últimos cinco anos. Todos ficarão marcados na história e não faltarão homenagens e elogios pelo maravilhoso trabalho realizado.
 
Mas o que não terá reconhecimento algum é tudo aquilo que foi feito pelos dirigentes anteriores, mais precisamente no período de 2000 e 2001. Homens abnegados, sérios, competentes e que souberam alicerçar uma base que permitiu a construção de um percurso vitorioso nos últimos tempos.
 
Neste momento não faltarão elogios e homenagens ao presidente do Inter, Fernando Carvalho, e toda a sua diretoria pelo extraordinário feito.
 
Entretanto, como por diferentes razões a história nem sempre faz justiça a todos os seus atores, quero particularmente destacar o papel exercido por um jovem, inteligente, polêmico e muitas vezes contestado dirigente colorado, chamado Fernando Miranda que liderou com pulso firme, e algumas vezes até de forma impopular, um movimento revolucionário de transformação deste clube de futebol.
 
Com ele o Inter conseguiu implantar e inspirar novas práticas de gestão financeira, administrativa e técnica aplicadas ao futebol, criando condições a um trabalho que deu frutos ao longo do tempo.
 
A vitória do Internacional é, portanto, uma vitória da organização e do planejamento de longo prazo que começou a ser cunhada no ano 2000 sob o comando de Fernando Miranda.
 

Presto aqui minhas homenagens a todos os colorados, mas principalmente para quem teve coragem de quebrar paradigmas.

Para interagir com o autor: medina@universidadedofutebol.com.br

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Fundador da Universidade do Futebol

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