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A figura do empresário no futebol existe no Brasil e no mundo há décadas. Dois fenômenos, entretanto, deram novos contornos a esta categoria profissional nos últimos anos.
 
No âmbito nacional surgiu a ainda pouco compreendida Lei Pelé, que extinguiu o passe do jogador e, pegando dirigentes de futebol em grande escala despreparados, permitiu que empresários mais competentes ou mais espertos ocupassem um espaço, onde antes era dominado pelos interesses, legítimos ou escusos, dos dirigentes dos clubes.
 
Já no âmbito mundial deparamos com o processo avassalador da globalização que principalmente após o final da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética, deu novo impulso ao capitalismo e impôs ao mundo novas regras de comercialização ou mercantilização a partir do início da década de 90 do século 20.
 
E é neste cenário que o nosso futebol vem se desenvolvendo. Sem entrar no mérito das questões políticas que envolvem este cenário, o fato é que o empresário, para o bem ou para o mal, é uma realidade. Uma realidade que os clubes, através de seus dirigentes, ainda não sabem como lidar com eles.
 
No atual momento em que vivemos, as distorções são visíveis. Há empresários que hoje são donos dos clubes. Outros que se não são donos, mas simplesmente tomam emprestados os clubes e o transformam em verdadeiras “barrigas de aluguel”, garantindo, assim, seus interesses em detrimento dos interesses dos clubes e do futebol de uma forma geral, já que pautam seus projetos exclusivamente nas questões financeiras ou nos interesses pessoais.
 
No embate entre clubes e empresários, o que se tem visto é que os clubes, de forma sistemática, têm levado desvantagem.
 
Se formos seguir este modelo globalizado e capitalista é preciso que urgentemente encontremos um formato que equilibre os interesses de empresários, clubes, atletas e principalmente do torcedor, que afinal é o personagem que dá vida ao futebol.
 

Particularmente acredito que se os empresários forem domados ou disciplinados em sua ganância por lucros fáceis, se os dirigentes forem mais honestos e preparados e os jogadores mais profissionais e menos ingênuos, estarão abertas as portas para a obtenção deste equilíbrio, beneficiando todos aqueles que admiram o futebol.

Para interagir com o autor: medina@universidadedofutebol.com.br

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Fundador da Universidade do Futebol

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