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O governo brasileiro lançou neste início de 2007 o Programa de Aceleração do Crescimento – ou PAC, como tem sido chamado. Trata-se de um conjunto de medidas que promete mobilizar cerca de R$ 500 bilhões em quatro anos e prevê investimentos em infra-estrutura, principalmente nas áreas de energia, saneamento, habitação e transportes.
 
É sempre frustrante ouvir falar em crescimento ou desenvolvimento quando se aborda apenas as questões diretamente ligadas à economia.
 
Como nos ensina o filósofo português Manuel Sérgio, o verdadeiro desenvolvimento de um país não deve ser entendido apenas como o processo de acumulação de riquezas materiais ou pecuniárias, mas, sobretudo, as possibilidades de ascensão de todos os homens e mulheres ao mais humano, quer no aspecto econômico, como também nos aspectos biológico, psicológico, ideológico, cultural, espiritual e social de uma forma mais ampla.
 
Assim compreendido, qualquer plano ou programa que visa acelerar o crescimento de uma nação não poderia deixar de considerar prioritariamente as questões ligadas à educação. Qualquer plano que trate de economia ou infra-estrutura dissociado de uma base educacional que lhe dê sustentação está fadado ao fracasso.
 
Vivemos hoje em pleno século XXI, na era da informação. Entretanto, só com claros investimentos em educação é que seremos capazes de transformar os dados e as informações, disponíveis em toda parte, em conhecimentos e sabedoria úteis ao nosso real desenvolvimento.
 
Esse raciocínio vale para qualquer área, inclusive o esporte e particularmente o futebol.
 
Não podemos criar um plano de aceleração do crescimento para o futebol, ou seja, um PAC para essa modalidade esportiva, apenas pensando nos investimentos em infra-estrutura ou em melhorias em suas condições econômicas e financeiras. Não são os estádios ou as arenas modernas, por exemplo, que darão novos horizontes ao futebol brasileiro.
 
O que mais precisamos para continuarmos a crescer na era do conhecimento é, portanto, educação. No caso do futebol, educação para os dirigentes; educação para os treinadores; educação para os jornalistas; educação para os jogadores e educação para os torcedores.

Para interagir com o autor: medina@universidadedofutebol.com.br

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Fundador da Universidade do Futebol

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