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Final de semana de clássicos pelo Brasil. Corinthians x São Paulo na capital paulista, Cruzeiro x Atlético-MG em BH, no Rio, Botafogo x Flamengo e por aí vai. Sinônimo de semana cheia antes, durante e depois dos jogos para a imprensa. E, para o torcedor, certeza de muita polêmica.

A morte de um atleticano em Minas Gerais (sem contar diversos outros problemas de confrontos entre cruzeirenses e atleticanos em BH e arredores) ou o clima de guerra transferido para o campo de jogo entre Corinthians e São Paulo nos deixa, porém, com um grande ponto de interrogação quando o assunto é o papel da mídia no crescimento do esporte.

Em São Paulo, a busca desenfreada pela polêmica por parte dos colegas de imprensa contribuiu decisivamente para os ânimos de corintianos e são-paulinos ficarem exaltados nos 90 minutos de futebol no Morumbi. Tudo por conta da carga de ingressos a ser destinada para a torcida alvinegra, visitante no domingo, naquele que será o estádio paulista da Copa de 2014. 

Estádio que, diga-se de passagem, está com mais da metade de seus assentos comprometidos comercialmente. Seja com torcedores ou com empresas que ajudam a pagar a conta cada vez mais cara do futebol profissional de hoje. Comprometidos como apregoa a imprensa na maior parte do tempo, em busca da antecipação de receita e de um caixa em dia para o clube. 

Só que qual é a notícia disso? Não é mais fácil criticar a elitização, a “arrogância” de só dar 10% dos 60 mil e poucos ingressos colocados à venda, ou qualquer outro motivo que faça vender mais jornal, sintonizar mais o rádio, ligar mais a TV ou clicar mais o site?

Infelizmente o bom senso do jornalista é turvado quando o assunto é a audiência. Em busca da fama, do reconhecimento, da venda do produto ou do raio que o parta, não dá para saber. O fato é que, em vez de agir com a razão, o “coleguinha” quase sempre olha o impacto do que escreverá ou falará apenas do ponto de vista da “notícia”, esquecendo-se de fato da real causa ou da própria realidade daquilo que se escreve, fala, noticia.

Por isso mesmo que hoje, segunda-feira, dia 16 de fevereiro de 2009, o esporte no Brasil encontra uma nova chance de tentar levar o bom senso para as pessoas da mídia. 

O lançamento da Universidade do Futebol® pode ser mais um marco no lento processo de criação de uma nova era para o esporte mais popular do mundo. Era em que a informação é baseada no conhecimento, na troca de ideias, na inteligência, e não na mera busca incessante pelo que é notícia, pelo sensacionalismo puro das notícias popularescas.

Trabalho árduo, que leva tempo para ser construído e, principalmente, para mostrar os seus reflexos. Porque, ao longo dos anos, o futebol profissionalizou-se, ou tentou se tornar mais capacitado para a complexidade que assumiu em pouco mais de um século de existência. 

Hoje, conhecimento e estudo são tão ou mais importantes que a bola na rede, a defesa espetacular ou o grito de campeão da torcida. O futebol é uma ciência tão complexa quanto a química, a física, a matemática, as ciências humanas, as relações sociais. É muito mais que um jogo, é um integrado sistema de forças que atuam e movimentam os mais diferentes setores da economia. Desde o cardiologista que deve cuidar da saúde do torcedor aflito até a mulher que compra a lingerie do time para agradar o marido fanático. 

Por isso mesmo que é preciso ensinar e estudar futebol a cada dia que passa. Nos últimos dois anos e meio pude acompanhar mais de perto o caminho que levou à construção da Universidade do Futebol®. Projeto que talvez seja, atualmente, o mais completo conceito de transformação do futebol de mera paixão a mercado importante de trabalho.

Que a nova era do futebol comece. E leve um futuro melhor para todos nós, apaixonados pelo esporte e que vivemos dele. Sim, porque se hoje é possível viver do esporte (às vezes até em melhores condições do que em muitas profissões), quem sabe não será possível, em breve, viver do ensino do futebol, nas suas mais variadas formas? É por esse futuro que começa hoje a Universidade do Futebol®.

Vida longa ao conhecimento. E que ele leve o bom senso para os jornalistas, formadores de opinião que, atualmente, são cada vez mais meros causadores de casos para quem tenta ser profissional na maior paixão mundial.

PS: Apesar do caráter totalmente voltado à integração e à troca de conhecimento, é impossível não deixar de mencionar aqueles que tornaram possível começar a existir, de fato, a primeira universidade para estudo de futebol no país.

Meus sinceros agradecimentos e, especialmente, cumprimentos para a turma toda. Ao Medina, o homem à frente da idéia, e a seus fiéis escudeiros, Gheorge (que definitivamente não é apenas um Zé), Seo Afif, Tega, Alcides e companhia bela. Sem eles, esse dia provavelmente nunca teria chegado.

Para interagir com o autor: erich@universidadedofutebol.vom.br

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