O que explica o rebaixamento?

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É difícil arriscar palpites sobre o rebaixamento ou o fato de clubes tradicionais do futebol brasileiro estarem em divisões que não honram suas glórias do passado. Colocar a culpa somente na gestão também pode parecer leviano, mas explica muita coisa. O caso em evidência agora é o do Juventude-RS, que desde o título da Copa do Brasil em 1999 desceu ladeira, culminando com o seu rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro em 2010.

Traçando um paralelo com o mercado corporativo, de inúmeros que poderíamos adotar, vamos falar rapidamente na empresa Olivetti, que foi comprada recentemente pela Telecom Itália para um processo de revitalização da marca. Antes, porém, a empresa, que era líder, e praticamente soberana, na comercialização de máquinas de escrever e calculadoras há 20-30 anos, ignorou completamente a inovação e foi praticamente atropelada pela concorrência ávida por novas tecnologias em respeito aos anseios dos consumidores.

Esse simples caso nos ensina aquilo que muitos especialistas falam e publicam: sem inovação e acompanhamento de tendências, a organização está fadada ao insucesso. É verdade que o mercado do futebol é um pouco diferente, uma vez que os consumidores da marca dos clubes são fiéis às mesmas e, por tal razão, conseguem sustentar por algum período a grandeza de seus amados clubes – o que acaba por ser o sustentáculo importante de inúmeros trabalhos mal-sucedidos em termos de gestão.

Casos como os de Juventude, Santa Cruz, Fortaleza, Remo, Paysandu e tantos outros Brasil afora fazem parte de um conjunto de clubes que não conseguiram acompanhar as mudanças face à modernização em seus processos de gestão. Permanecem em uma gangorra que os leva a resultados esportivos incríveis e que, por falta de planejamento e estruturação administrativa, caem vertiginosamente rumo ao ostracismo.

Esses clubes não compreendem que o que deu certo no passado pode não funcionar em questão de anos ou até meses, dada a velocidade nas mudanças que vivenciamos dia após dia.

O acúmulo de conhecimentos multidisciplinares são peças-chave para as organizações bem sucedidas, incluindo-se aí o capital humano de alta qualidade gerencial e operacional que sejam capazes de determinar rotinas eficazes de trabalho afim de utilizar e adotar novas ideias dentro da organização.

Sem o investimento adequado em pessoas não se é possível inovar. Sem inovação, não há sobrevivência organizacional no médio-longo prazo. A inovação acaba por ser o resultado de interações complexas entre conhecimento, produção, marketing e pessoas a partir de uma rede complexa de aprendizagem, seja internamente ou mesmo externamente.

É possível fazer uma repaginação do futuro destes clubes a partir de agora? Sim, desde que invistam em pessoas e se procure alternativas para inovar, antecipando-se às novas e desconhecidas perspectivas do mercado esportivo que hão de vir.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br

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