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2010 foi uma coisa para a indústria do futebol no Brasil e outra coisa completamente na indústria do futebol europeu.

Na Europa, o momento foi de estagnação, ainda consequência da crise econômica desencadeada dois anos atrás. Tirando uma coisinha aqui e outra ali, clubes investiram pouco em transferências e focaram em se adequar ao processo de licenciamento da Uefa, o que implica em um investimento significativo nas categorias de base. Não à toa, profissionais das categorias de base de clubes que revelam muitos atletas começaram a ser valorizados e a se transferir para mercados mais desenvolvidos.

Para piorar, o efeito Copa do Mundo fechou a porta para mercados estrangeiros, sob a desculpa do velho, batido e mentiroso argumento de que a presença excessiva de jogadores de outros países na liga doméstica afeta a qualidade dos jogadores locais. Uma inverdade que produz grandes efeitos, mas que tem tudo para ser pouco sustentável.

Isso tudo acabou tendo um impacto no Brasil, que não conseguiu transferir jogadores na mesma frequência de outrora. Jogadores saíram, é verdade, mas por valores baixos ou até de graça. Grandes transferências são e deverão continuar relativamente raras.

A pouca demanda externa aliada ao fortalecimento do Real em relação ao dólar, euro e libra, e ao ainda fortalecimento dos grupos de investidores, acabou gerando uma queda nos valores de transferências que acabou gerando imediatamente um aumento nos salários dos jogadores do mercado brasileiro. Com isso, clubes tendem a gastar mais, se endividar mais e se comprometer mais com receitas futuras.

Os efeitos disso tudo ainda não foram muito percebidos em 2010.
Que venha 2011.

Um ótimo ano novo.

Para interagir com o autor: oliver@universidadedofutebol.com.br

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