Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Caros amigos da Universidade do Futebol,

Coincidentemente, coube a mim escrever a última coluna do ano. Como de praxe, resolvi olhar para trás e eleger um tema que retome fatos ocorridos no ano de 2010 e nos faça refletir para o ano de 2011.

E o tema eleito foi a sustentabilidade, com o gancho da visita do Presidente do COI Jacques Rogge ao Brasil. Em uma de suas declarações, disse ele que o Brasil deve atentar para arenas modernas a fim de evitar o risco dos chamados elefantes brancos (estádios construídos ou reformados por meio de pesados financiamentos, e que são sub-utilizados no período do pós-evento).

Esse tema em muito se relaciona com a questão do legado nos mega eventos que estão por vir no Brasil, i.e., Copa e Olimpíadas. O legado para a população local, em vários aspectos, é a única razão que nos permite imaginar o grande gasto público e privado em torno desses eventos. Sem a preocupação em legado sustentável para a população, seria melhor investir esses recursos em outras demandas sociais que urgem.

Recentes eventos, até mesmo em países desenvolvidos, mostram que o risco de sub-utilização dos complexos esportivos são reais e, em alguns casos, prováveis.

No âmbito esportivo, é preciso que se tenha um planejamento muito bem estudado, principalmente com as federações e clubes locais. Contar que apenas eventos esporádicos devam promover o retorno do investimento é um erro comum. É preciso que se tenha garantia de jogos certos e programados para as novas arenas, como os oficiais de campeonatos estaduais e nacionais. Além disso, é preciso se dimensionar o potencial de renda de tais jogos, com estudo sobre os valores dos ingressos, viabilidade de vendas de camarotes e comercialização de espaços publicitários.

Mas além da questão esportiva, é preciso que esses empreendimentos levem em consideração outros aspectos sociais, econômicos (potencialização de investimentos vindos do exterior ou mesmo de outros estados brasileiros), impactos ambientais e desenvolvimento de indústrias que utilizem energia e matéria prima limpas e renováveis, etc.

É mesmo hora de olharmos para trás, e projetarmos ações sustentáveis para o futuro. Mega eventos são oportunidades únicas para, acima de tudo, promovermos uma melhora das condições de vida da população local. Por outro lado, podem representar um desastre sócio-econômico.

A hora é de reflexão. Mais do que na hora de pensarmos em sustentabilidade e legado. Para evitar que elefantes aproveitem o momento do réveillon e vistam suas roupas brancas.

Feliz Ano Novo para todos nós e que venha 2011!

Para interagir com o autor: megale@universidadedofutebol.com.br  

+ posts

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no pinterest

Deixe o seu comentário

Deixe uma resposta

Mais conteúdo valioso