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Marcos é nome de santo. E, em se tratando do eterno goleiro do Palmeiras, a alcunha São Marcos talvez nunca tenha sido tão bem empregada como com ele. Mas, curiosamente, o que faz de Marcos cada vez mais santo é a sua singela “humanização” no universo do futebol atual.

O novo milagre do santo alviverde nada mais foi do que uma simples constatação. Marcos recusou-se a bater o pênalti para marcar o quinto gol da goleada sobre o Avaí. Em campo, o frisson da torcida e a euforia de narradores tornaria lógico para qualquer humano “normal” abdicar da humildade e consagrar-se como o santo de um gol só.

Mas Marcão não quis humilhar o adversário, que já perdia por 4 a 0. Sim, porque ele consegue ter a consciência, daquela que parece existir só quando somos crianças, de que seria humilhante o goleiro bater o pênalti já que o jogo está ganho. É aquela atitude que só nos enerva quando estamos jogando tão mal a ponto de o goleiro sair lá do lado dele, cruzar todo o campo e ir bater o pênalti.

As imagens mostram claramente que Marcos fez o sinal, mostrou que já estava 4 a 0 e que não queria bater a penalidade. Por mais merecedor que fosse de uma homenagem como essa, não era hora nem local para cobrá-la.
 


 

E por isso mesmo é que Marcos é santo. Num meio cada vez mais corrompido, o goleiro do Palmeiras e do Brasil mostra que ainda guarda senso ético em suas atitudes. Não apenas preocupado com o que a “mídia” irá dizer, mas sim com aquilo que o maltrataria o coração se lhe acontecesse.

Marcos consegue a proeza de ser canonizado em todo o Brasil, mesmo tendo, em toda a carreira profissional, defendido apenas um clube. Marcos não é só Palmeiras, mas também é do Brasil. É um santo que ainda conserva a essência do jeito de jogar futebol que aprendemos quando criança, com a regra da rua, da quadra, da escola. Em que não é correto humilhar o outro, em que não se pode esquecer que um dia você estará do outro lado da história.

São Marcos consegue ser santo exatamente por preservar a qualidade que antes os diferenciava dos outros mortais. Marcos é, antes de tudo, humano. E um baita ser humano!

Para interagir com o autor: erich@universidadedofutebol.com.br

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