Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

O mundo não acabou em 21/12/2012.

O calendário maia estava errado. Ou o interpretaram errado.

O que de fato está previsto é que a Terra não passará de mais alguns milhões ou bilhões de anos de existência porque o Sol irá engoli-la.

Não estaremos mais aqui mesmo, então, que o último apague a luz.

Como muitos, havia uma ponta de esperança de que isso fosse acontecer, pois, assim, conforme o mantra das Organizações Tabajara, “Seus problemas terminaram”, não haveria a necessidade de cumprir com alguns compromissos já estabelecidos.

Nem se preocupar com quaisquer dívidas. Ou com promessas feitas pra outras pessoas ou, nas piores delas, as que são feitas pra si mesmo.

Isso numa referência negativa de se estar vivo.

Por outro lado, perderíamos o sabor gostoso de muitas (pequenas) coisas que nos dão fôlego para por em prática aquilo em que acreditamos, não importa o que escolhemos ou recebemos no dia-a-dia.

O Brasil passa por uma valiosa e significativa fase de desenvolvimento e crescimento econômico, cultural, social e, naturalmente, esportivo.

Como não se pode descolar o esporte do contexto social mais amplo, também é fato que as dores deste crescimento são sentidas, como em alguns exemplos.

O orçamento do Ministério do Esporte, em 2013, será recorde. Mais de R$ 3 bilhões.

Mas, na base do sistema esportivo, que é o esporte escolar, apenas 20% das escolas possuem aparelhamento e estrutura de quadras para a prática.

Além disso, os desvios de recursos já comprovados no Programa Segundo Tempo dificultam a gestão de credibilidade junto à cadeia de empresas e instituições que poderiam ampliar e qualificar o cenário, mas que ficam reticentes em investir e se associar às iniciativas esportivas.

Espera-se que as novas arenas que, em breve, acolherão os torcedores na Copa do Mundo e depois, sirvam de catalisadores para o desenvolvimento e estruturação do futebol nacional, com o fortalecimento dos clubes, no aumento de receita e no ciclo virtuoso que isso pode provocar.

Enquanto isso, pensa-se em destruir e realocar uma das melhores escolas do Brasil, a Friedenreich, no Rio de Janeiro, para que as obras do Novo Maracanã sejam finalizadas – quando isso deveria servir de exemplo para o mundo todo, ao se ter futebol e educação, lado a lado, transformando, positivamente, nosso país.

E o Prefeito de Belo Horizonte, também num péssimo exemplo de como não administrar a cidade, pleiteando a redução de investimentos em educação na cidade para aplicá-los em obras relativas à Copa 2014.

Em contrapartida, tenho tido frequentes solicitações de parceiros de longa data interessados em entender mais o Brasil esportivo para, ato contínuo, promover negócios aqui dentro – o que, antes, acontecia sempre em direção ao estrangeiro.

Achei que nem sequer precisaria ou saberia escrever e me preocupar com estes temas, como se entrasse numa eterna sexta-feira.

Enganei-me.

O que de fato está previsto, pela ciência, é que a Terra não passará de mais alguns milhões ou bilhões de anos de existência porque o Sol irá engoli-la.

Não estaremos mais aqui mesmo, nem os cientistas que o estudaram.

Então, que o último apague a luz quando isso acontecer.

Até lá, teremos muitas segundas-feiras pra tentar contribuir com alguma coisa que faça sentido na indústria esportiva do Brasil, transforme e desenvolva nosso Brasil.

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

 

+ posts

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no pinterest

Deixe o seu comentário

Deixe uma resposta

Mais conteúdo valioso