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No futebol observamos a máxima de que existem os técnicos que falam a linguagem dos atletas, aqueles que sabem se comunicar da forma que os atletas entendem.

Será que isso é uma habilidade exclusiva de alguns ou pode se capacitar os técnicos para aproximarem sua comunicação com os atletas?

Penso que o uso das metáforas no futebol, como em qualquer área de atuação profissional, pode ser muito valioso para os que lideram pessoas ou que formam opinião de outros. Uma boa metáfora pode facilmente valer por mil palavras e inúmeras imagens!

A palavra metáfora vem de uma raiz grega que significa “levar além”, sendo que a metáfora consegue nos levar além de um significado e com isso abre a nossa mente para muitos significados possíveis. As metáforas estão por todo lado em nossa vida.

Existem muitos tipos de metáforas:

A comparação ou analogia – Esse tipo é o mais simples de metáfora, simplesmente se faz uma comparação simples tal como: “Veja o que estou querendo dizer!”

Metáforas de aprendizagem geral – Comunicam um ponto geral que se deseja estabelecer de forma mais eficaz do que dizer diretamente. Fábulas, morais, mitos e contos são todos exemplos deste tipo de metáfora.

Metáforas cognitivas – Estas oferecem uma sequência de ideias que ajudam a criar novas distinções.

Metáforas emocionais – Esta metáfora objetiva estimular um estado emocional no ouvinte, seja através de uma história eu faça o ouvinte se identificar com uma situação descrita e com isso se emocionar ou pode-se descrever uma determinada situação que faça o ouvinte se emocionar com o que está sendo descrito pelo interlocutor.

Metáforas ligadas – Acontece quando oferecemos várias metáforas aparentemente sem relação entre elas, mas que todas possuam algo em comum.

Penso que os técnicos podem desenvolver sua capacidade de utilização das metáforas para melhorar sensivelmente sua comunicação e a compreensão por parte dos atletas sobre o que se deseja. E para facilitar esse processo compartilho dicas sobre como eles podem fazer para com que suas metáforas sejam realmente eficazes, apontadas por Joseph O’Connor:

• Use predicados sensoriais, não linguagem digital. Você deseja que o atleta veja, ouça e sinta a história em sua frente; assim você deve engajar os sistemas representacionais do atleta;

• Use uma dose de suspense em sua metáfora. O atleta desejará saber o que acontece a seguir e esperará uma solução satisfatória para a sua história;

• Encoraje o atleta a se identificar com um personagem para que seja levado à história;

• Use piadas e humor para que se estabeleçam as expectativas do atleta e então altere subitamente de significado de forma inesperada e incongruente.

Segue um exemplo de metáfora adaptada sobre como encarar os fatos ruins que já passaram ou uma derrota que tenha deixado sequela emocional no time:

Um técnico falando sobre gerenciamento do estresse em uma conversa com seus atletas levantou um copo d’água. Todos imaginaram que ele perguntaria "Meio cheio ou meio vazio?". Mas com um sorriso no rosto ele questionou "Quanto pesa este copo de água?"

As respostas variaram entre 100 e 350g.

Ele respondeu:

"O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado. Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava".

Ele continuou:

"O estresse e as preocupações causadas por uma derrota são como aquele copo d’água. Eu penso sobre eles por um tempo curto e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante vários dias me sinto paralisado, incapaz de fazer qualquer outra coisa".

Então lembre-se: precisamos "largar o copo" para que possamos nos concentrar nos próximos desafios e nos próximos desempenhos esportivos!

Até a próxima! 

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