Planilha de Avaliação Interdisciplinar

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Monitorar o desempenho global de um atleta é uma das tarefas mais complexas do futebol atual. São tantas ferramentas, recursos e variáveis de análise que inúmeras disciplinas diretamente relacionadas com a modalidade precisam intervir, de maneira interdisciplinar, para que as respostas obtidas tenham significado. Com tais respostas, torna-se possível a diminuição das margens de erro nos permanentes processos decisórios que envolvem cada um dos atletas integrantes de um clube.
Seja para subi-lo de categoria, dispensá-lo, renovar contrato ou até promovê-lo à equipe principal, o cenário ideal pede que todas as áreas e departamentos do clube tenham contribuições com informações-chave sobre o desempenho.
Sob esta perspectiva, a coluna desta semana traz um modelo de planilha de Avaliação Interdisciplinar. Sua criação tem como objetivo facilitar a comunicação entre os diferentes setores de um clube, centralizar as informações relativas a cada um dos jogadores, dinamizar o controle individual de desempenho e, consequentemente, qualificar o processo de decisão.
A ideia é que cada competência analisada relacionada a um departamento ou desempenho específico, disponibilize um gráfico em teia, didático para observar e apontar forças e fraquezas.
Dentre os Departamentos existentes num clube de futebol, podemos apontar alguns como: Nutrição, Psicologia, Fisiologia, Preparação Física, Departamento Técnico, Médico, de Fisioterapia, Sócio-educacional e de Análise de Jogo.
A proposta de aplicação da planilha por cada um destes departamentos visa a definição de competências para uma determinada variável do desempenho, que devem ser qualificadas por um score progressivo, de 1 a 5 (em que 1 significa a nota mais baixa e 5 significa a nota mais alta), para posterior obtenção de uma média final neste quesito e também de um dado mais objetivo sobre o atleta.
Por exemplo, o departamento técnico pode definir como variável de análise o Perfil Técnico por Posição. Sendo assim, para um meio-campista elenca-se as seguintes competências: passe curto, passe longo, assistência, finalização de média distância, finalização de curta distância, 1vs1 ofensivo, passe de costas-pressionado, cobrança de bola parada. Para cada uma delas, a Comissão Técnica deve apontar uma nota de 1 a 5 e, ao final do preenchimento das células, serão obtidas a Média do Perfil Técnico da Posição e também o gráfico em teia.
Além do Perfil Técnico por Posição, inúmeras outras variáveis de desempenho podem ser estabelecidas. Como: perfil físico (índice de fadiga, velocidade máxima, percentual de gordura), perfil nutricional (qualidade das refeições, quantidade de refeições, deficiências nutricionais), perfil sócio-educacional (frequência escolar, notas, leitura de livros, participação em eventos sócio-educativos) desempenho em competição (minutos jogados, partidas jogadas, gols feitos, assistências, número de substituições) desempenho psicológico (endurance psicológico, nível de atenção e concentração, resiliência, autocontrole).
Fica a critério do clube estabelecer o que será analisado, sua importância e qual a pontuação de cada uma das competências. Seguramente, quanto mais rica for a análise do atleta, mais evidentes estarão seus pontos fortes, fracos e seu potencial de valor agregado. Informações valiosas para intervenções precisas no cada dia mais competitivo futebol brasileiro.
Abraços e até a próxima coluna!
 
Quem tiver interesse, clique aqui para fazer o download.

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