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Nós treinadores formativos no Brasil, atualmente, podemos ser vilões ou bons moços no desenvolvimento de jogadores e processos. Vilões se quisermos apenas nos promover, subir para o profissional, ganhar a qualquer custo, utilizando estratégias mirabolantes, negligenciando completamente a evolução individual dos jogadores e sua formação. Bons moços se pensarmos no jogador como uma estrutura individual e complexa, respeitando a natureza do jogo e as necessidades eventuais e contextuais que o jogador precisa passar, especialmente nas idades menores.
Rever nossos conceitos diariamente como treinadores é uma exercitação da paciência e sapiência. Tarefa que negligenciamos por vezes e desrespeitamos os estágios naturais e a ordem basilar das coisas no futebol. Na formação temos que entender esse dinamismo mais ainda.
O jogador de futebol que é a peça principal, não precisa ser apenas visto, atingido ou melhorado como um arqueiro, um alvo de arco e flecha ou um simples produto de venda. Deve ser concebido e otimizado por uma trajetória dinâmica, com velocidades distintas, que pode se reconhecer e ser reconhecido de uma forma particular com espaço para uma evolução complexa estrutural e se orientando pelo jogo e sua organização natural que é o grande instrumento formativo desse esporte.

, Universidade do Futebol
(Natureza do jogo e do jogador)

 
Então devemos melhorar ou otimizar os jogadores?
, Universidade do Futebol
(Melhorar x Otimizar)

 
Por mais que são sinônimos e pareçam a mesma coisa, há uma diferença interpretativa entre melhorar e otimizar. A compreensão do significado dessas palavras pode fazer uma grande diferença quando é utilizada no futebol e na formação de jovens jogadores. E a utilização da palavra melhorar tem uma conotação imponente. O seu uso não está errado, todos querem melhorar, mas o contexto em questão pode fazer uma grande diferença conceitual e processual ao perceber essa leve e sensível diferença entre ambas e sua operacionalização prática.
Na formação de jogadores parece-me que a palavra otimizar cai melhor. Criar processos atingindo o indivíduo (individual) e a equipe (grupos e coletivo) é o grande desafio. Ter certeza que as tarefas de treinamento terão intencionalidade, contexto e relacionamento com a singularidade do indivíduo, sua evolucação e a exigência do Jogo e do jogo facilita a progressão do jogador.
Então, otimizar desempenhos futuros, não é simplesmente realizar exercícios, criar regras gerais, regras de pontos ou fazer exercícios reduzidos o tempo todo. É entender que o indívíduo e a equipe precisam ser atingidos na mesma proporção e que os pequenos detalhes fazem a diferença, criando cenários que tenham riqueza e simplicidade ao mesmo tempo, sem tirar o caminho da liberdade e o descobrimento do jovem jogador. A escolha é nossa entre essas palavras e seus possíveis caminhos.
Abraços e até a próxima!

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