Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Ensinaram-me quando menino: “Homem não chora”. Eu teria que aprender a não chorar, para ser homem. Hoje chorei, chorei por Maradona. Por Maradona deixei de ser homem. Em compensação, com Maradona aprendi a ser outro tipo de homem: o homem que ri e que chora, o homem que tem inveja e que tem modéstia, o homem que é grande e que é pequeno, o homem que tem medo e que tem coragem, o homem que é político e que é solitário. Tudo isso Maradona me ensinou? Não, tudo isso ele encarnou, entre muitas outras coisas. Não tentou ser Deus, e foi, não tentou ser herói, e foi, não tentou ser bondoso, e foi, não tentou ser genial, e foi. Fez parte daquele grupo de pessoas que nos ensinam a viver, mesmo não tendo a menor intenção de fazer isso. Aquele homem que me ensinaram a ser, que não podia chorar, me fazia infeliz. O homem imperfeito, que só os como Maradona ensinam a ser, me faz feliz.

+ posts

João Batista Freire é professor aposentado da Unicamp e referência nacional no ensino do futebol. Autor de diversos livros entre eles o "Pedagogia do Futebol".

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no pinterest

Deixe o seu comentário

Deixe uma resposta

Mais conteúdo valioso