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Crédito imagem: Lucas Figueiredo/CBF

A flexibilidade é uma das principais características que um treinador deve desenvolver para ser bem sucedido no futebol. Adaptabilidade é fundamental no alto rendimento. Claro que há ideias e conceitos de jogo que são inegociáveis. O próprio perfil de liderança e gestão de grupo também deve ter uma ideia macro. Porém se o sucesso mora nos detalhes – e de fato mora – há particularidades que devem ser específicas e circunstanciais para cada trabalho desenvolvido.

O contexto de cada clube traz implicações diretas na atuação do treinador na criação de uma forma de jogar. E o primeiro ponto de tudo é entender primeiramente as características dos jogadores que se tem. Os atletas condicionam as ideias, nunca o contrário. E claro que a qualidade do grupo está muito atrelada à gestão, finanças, análise de desempenho, dentre outras coisas que são do clube. Nunca é só um elemento. É sempre sistêmico.

Esse próprio cenário vai determinar se a equipe tem condições de título ou se luta apenas para se manter na divisão. E sabemos que isso mexe diretamente com a parte mental dos jogadores. Fica muito mais difícil, por exemplo, ter coragem nas ações com a bola quando se está sempre na corda bamba. Diante disso, a condução do grupo por parte do treinador também deve ser estritamente circunstancial. E se estou falando tanto de contexto, as relações com o ambiente também devem ser singulares. A maneira de lidar com cada diretoria, torcida e imprensa é diferente e única em todo lugar do mundo.

O melhor técnico de hoje não é o que tem mais conhecimentos técnicos, táticos e metodológicos. Nem o que já teve no passado, excelente liderança e habilidades de comunicação. Mas sim o que entra em ‘estado presente’ no aqui e no agora e que com isso consegue rapidamente perceber tudo ao seu redor e agir com eficácia. A soma e a correlação das habilidades e conhecimentos prévios é o que vai garantir a performance de hoje. O técnico é contratado pelo que fez ontem, mas conseguirá resultados se conseguir se moldar ao que o hoje pede.

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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