Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Crédito imagem – Site Atlético Mineiro/Reprodução

Contratações e reforços sempre causam impacto. A cultura do futebol brasileiro, individualista e em busca de heróis, necessita sempre de grandes personagens. Ou nem tão grandes assim, mas o que importa é ter personagem. Torcedores em geral gostam disso e dirigentes embarcam na onda para dar uma resposta a esse anseio. Travestidas de ‘oportunidade de mercado’, contratações são feitas sem muito critério, muitas das vezes baseadas no passado e não no presente do jogador e muito menos observando a forma como a equipe joga e as reais carências do elenco.

O termo da moda é ‘mudança de patamar’. Quando uma contratação de impacto é feita a pergunta que logo vem é: agora esse time está em ‘outro patamar’?!  Entendo o futebol pelo viés da complexidade. Ao invés dessa frase do patamar prefiro a “o todo é maior do que a soma das partes”. 

O resultado de um clube é fruto de tudo o que acontece nele. Cada departamento, como nutrição, psicologia, fisiologia, análise de desempenho etc, tem um tipo de participação no que é entregue dentro de campo. Claro que jogadores e comissão técnica tem um peso maior. Mas para a bola entrar é necessário muito mais do que bons jogadores. Ou já não vimos verdadeiras seleções de craques reunidas em um clube e um pífio desempenho dentro de campo?!

A visão global e integral do jogo não nos permite cair nessa história do patamar diferente com uma ou duas contratações. Seria o mesmo que dizer: Messi não é tudo isso porque não conquista na seleção da Argentina o que ganha no Barcelona. Ou ‘Cristiano Ronaldo já está acabado pro futebol já que na Juventus não ganhou a Champions League. Ou até mesmo que Neymar não tem bola para ser o melhor do mundo já que até aqui não conduziu o PSG a um título europeu.

Dentro de campo vale mais organização, ideias claras, conceitos bem treinados, do que simplesmente ter os melhores talentos. E fora de campo boa gestão, contas em dia, planejamento, estrutura física e recursos humanos também tem uma parcela brutal no resultado final. Tudo isso extrapola simplesmente contratar mais um jogador. Por melhor que ele seja!

+ posts

Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no pinterest

Deixe o seu comentário

Deixe uma resposta

Mais conteúdo valioso