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Crédito imagem: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

A renovação é algo normal em qualquer atividade profissional. Ciclos acontecem de maneira natural – idade e seleção do próprio mercado, por exemplo – ou até intencional – a pessoa decide por si só encerrar uma trajetória laboral.

No caso dos treinadores de futebol profissional no Brasil estamos passando nitidamente por uma mudança de safra. Na elite, nos quarenta principais clubes – Séries A e B – apenas dois técnicos têm mais de sessenta anos: Luiz Felipe Scolari no Grêmio e Vanderlei Luxemburgo no Cruzeiro. E aqui se apresentam dois casos bem simbólicos; ambos têm um passado incrível, repleto de conquistas, mas estão em contextos de evitar rebaixamento.

Que fique bem claro: não acredito em rótulos! Jovem, velho, estrangeiro, etc… as competências sempre foram e sempre serão as maiores norteadoras de qualquer análise. Mas chama a atenção que alguns técnicos que foram vitoriosos no passado não estão conseguindo mercado. Nesse mundo atual sem fronteiras e globalizado é claro que vamos absorver profissionais de outros países. E novamente vale a máxima das habilidades e não do passaporte, por mais que para alguns dirigentes valha mais surfar na onda dos estrangeiros do que avaliar, de fato, o trabalho em si. Mas tendo elementos que elevem a qualidade é bom para todos! Subindo o ‘sarrafo’, no final das contas, todos ganham! Se antes a zona de conforto imperava, vejo hoje uma busca por conhecimento altamente positiva!

Dentro de uma visão sistêmica, o técnico é um elemento inserido em um ecossistema maior. É claro que não é bom pra ninguém a média de permanência de um profissional ser de apenas três meses. Neste contexto, evidentemente, o treinador vai buscar primeiro sobreviver. Depois, se der, ele pensa em um jogo mais elaborado…entretanto mesmo diante desse caótico cenário já consigo ver o nível subindo no futebol brasileiro. Já dá para notar ideias e conceitos interessantes sendo implementados. Há uma luz no fim do túnel. Depois de anos de acomodação, estamos melhorando! Para a primeira divisão do campeonato brasileiro ser uma das melhores do mundo leva tempo e depende de uma centena de fatores. Mas o que vemos hoje em campo é certamente melhor do que há cinco anos…

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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