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Crédito imagem: Ricardo Duarte/SC Internacional

O futebol mudou porque o mundo está constantemente mudando. Como algo inserido dentro de um todo maior, que é a sociedade e sua evolução, o jogo não pode e nem deve ser como era há vinte, trinta anos. Se nós não vivemos da mesma forma, porque o futebol deveria ser imutável?!

E se o jogo é outro, quem o pratica também é. O atleta profissional de futebol de 2021 não é o mesmo de 1991, por exemplo. E em muitas coisas saímos perdendo atualmente. O principal é a diminuição do amor pelo futebol, do gosto pela bola.

Gosto sempre de contextualizar e já reconheci que o mundo mudou e admiti que o futebol não pode ser igual para sempre. O jovem de hoje tem milhares de opções de lazer e variados estímulos que o levam a não ficar focado cem por cento no futebol. E nem quero entrar na seara da falta de campinhos, da ausência da rua na formação e etc. Não, o foco não é esse!

Falo de uma geração que tem pouco apreço pelo jogo. Que não gosta muito de assistir futebol, que acha noventa minutos longos e chatos…uma geração que já não fala tanto de futebol, que não respira o jogo como gerações anteriores…

Venho detectando essa regra – claro que há exceções – e percebi que isso impacta diretamente na qualidade de todas as partes da pirâmide do futebol brasileiro.

Como em qualquer profissão, jogadores mais apaixonados pelo que fazem seriam mais competitivos. Se eles tivessem mais dedicação aos detalhes do esporte poderiam performar melhor. Se eles entregassem mais horas do dia ao jogo e não apenas o período em que estão obrigatoriamente treinando, talvez tivessem mais soluções para resolver os problemas do jogo. 

O ambiente à nossa volta é determinante e condiciona nossas ações. Se o futebol já não é tão único e atraente como já foi para muitos, a força pessoal em focar e se dedicar tem que ser ainda maior. Nunca foi tão difícil pensar só em futebol. Entretanto, também nunca foi tão fácil se destacar por simplesmente amar e se dedicar ao jogo.

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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