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Crédito imagem: Reprodução/SE Palmeiras

O empoderamento que os treinadores estrangeiros têm aqui no Brasil é inegável. O ambiente os protege mais. Torcida, imprensa, diretoria…todos têm uma paciência e uma tolerância maior. Porém, chega um momento que esse prazo extra se esgota e eles entram no mesmo balaio dos técnicos brasileiros: ou ganha ou sai. Por isso, no final das contas, o que vai prevalecer é a competência. É a qualidade do trabalho. Independentemente da nacionalidade, todo técnico aqui no Brasil paga, cedo ou tarde, pelo imediatismo e ausência de critério de avaliação por quem toma as decisões.

Por isso, quando o português Abel Ferreira vem aqui e com tão pouca idade – 42 anos – conquista esses excelentes resultados com o Palmeiras e, mais do que isso, convence não só pelo jogo, mas também pela comunicação, pelo exemplo, oratória e mentalidade, devemos aproveitar, usufruir e aprender ao máximo.

Abel é um estrategista nato e estuda o jogo nos seus pormenores. Ainda temos dificuldades em avaliar e conceituar termos como jogo bonito, jogo propositivo, jogo eficiente e etc. Ainda paira uma errônea ideia de que para jogar bem tem que ter mais posse de bola que o adversário, ficar mais tempo instalado no campo ofensivo, trocar mais passes e etc. Abel nos mostra que a beleza está em se ter uma ideia clara do que fazer com e sem a bola, em todas as fases do jogo, e executar tudo isso o mais próximo da excelência. 

E o que dizer da mentalidade preparada para o alto rendimento que o técnico português demonstra em cada aparição pública, com os microfones… além de explicar detalhadamente o porquê de cada decisão técnica e tática, Abel fala com uma propriedade acima da média para os nossos padrões sobre alta performance, cultura vencedora, sucesso pessoal e coletivo. Com seus conhecimentos sobre PNL (Programação Neurolinguística), o português dá aula em cada entrevista sobre liderança, relações interpessoais e de como fazer uma gestão eficaz do ambiente.

Um dos erros que não podemos cometer no futebol é acreditar que já sabemos tudo. Que o nosso conhecimento atual, seja pelo estudo seja pelo tempo de prática, já nos condiciona ao sucesso. É preciso humildade e mente aberta para aprender com tudo e com todos. Enquanto ficarmos repetindo que somos os pentacampeões mundiais e que os outros é que têm que aprender com nós estaremos não apenas parados no mesmo lugar, mas sim regredindo. Sim, temos que aprender com o português Abel Ferreira!

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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