Como a subjetividade do futebol nos apaixona

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Crédito imagem: Felipe Oliveira/EC Bahia

Há vários argumentos, teorias e explicações sobre o porque de o futebol ser o esporte mais apaixonante, assistido e comentado do mundo. Todas as teses são válidas e corretas. Sabe por que? Por ser imprevisível, não há certo ou errado no futebol. Até o bonito e o feio são particulares, próprios de cada um. E é aí que está a graça do negócio! 

Com um terreno de jogo de grandes dimensões, o alvo (os gols) pequeno, vinte e dois jogadores manipulando a bola com os pés – mais difícil por essa ser a parte do corpo mais distante do cérebro (tente escovar os dentes com os pés para comprovar a dificuldade!) – enfim, esses são alguns poucos, mas há vários outros elementos básicos do futebol que o tornam uma verdadeira caixinha de surpresas.

O jogo tem evoluído absurdamente nos últimos trinta anos. A tecnologia está tornando tudo mais veloz e dinâmico não só dentro, mas também fora das quatro linhas. As informações são globais, gerando um intercâmbio mundial de ideias que também contribui para o aumento da qualidade.

Apesar de tudo isso, tenho certeza que se esse texto fosse escrito daqui cem anos, mesmo com a tecnologia chegando a patamares inimagináveis para a nossa geração, eu continuaria afirmando que o futebol é algo imprevisível e aleatório.

Estudamos ao máximo todas as vertentes do jogo e mesmo assim há variáveis eternamente incontroláveis. Existem inúmeras formas de se aumentar as probabilidades de sucesso. Mas nenhuma certeza. Técnicos, analistas e os próprios jogadores podem se preparar da melhor maneira possível que mesmo assim a vitória não é certa. Há quem garanta, inclusive, que em um jogo de futebol há mais possibilidades de acontecimentos do que há átomos no universo!

Encerro, com base em tudo isso, trazendo exemplos práticos que estão acontecendo neste final de 2021 no futebol brasileiro: 

  • mesmo o Flamengo sendo o mais rico ele não vai ganhar tudo.
  • o time flamenguista de Jorge Jesus nunca mais vai existir, mesmo se estiverem reunidos todos aqueles jogadores e o próprio Jesus. Porque não foram só as pessoas que fizeram aquele futebol arte. Foram as pessoas e suas circunstâncias. O que é bem diferente…
  • a Chapecoense, mesmo virtualmente rebaixada, pode tirar pontos de quem está em cima da tabela.
  • o Grêmio pode ser rebaixado, mesmo com um time repleto de craques.
  • Marinho jamais voltará a ser no Santos e em clube algum o craque que foi em 2020.
  • Benitez, meia do São Paulo, é craque, mas não consegue jogar. Não compensa tê-lo no elenco, mesmo sendo craque, repito.
  • o Corinthians mesmo com quatro excelentes reforços vai oscilar. Lembra que estamos falando de algo coletivo e subjetivo?! E o técnico Sylvinho tem culpa quase nula nessa natural oscilação…

Enfim, o futebol é um eterno comparativo entre a ilusão da expectativa e a gestão da realidade… o torcedor continuará sofrendo esperando certezas em algo total e prazerosamente imprevisível!

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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