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Crédito imagem: A2M/CBF

A evolução do futebol nos obriga a também sermos melhores em vários pontos: entendimento, comunicação, análise etc. Se o jogo já não é mais o mesmo de vinte, trinta anos atrás, obrigatoriamente temos que compreender o que de fato acontece nas quatro linhas contemporâneas, sob pena de vermos o fenômeno atual com um óculos míope de um passado que só existe em nossas memórias afetivas.  

Um ponto interessante para refletirmos é a posição e função de cada jogador em campo. Como uma visão simplista do papel individual nos leva a leituras coletivas distantes da realidade: temos como um padrão cultural no mundo todo a necessidade de definir esquemas nas escalações; as próprias transmissões televisivas precisam de um desenho inicial para melhor apresentar os onze titulares. Me refiro aqui ao 4-4-2, 4-3-3, 3-5-2 etc. Porém são raras as equipes que mantém uma ocupação rígida do espaço durante os noventa minutos. Com a bola há uma formação, se a posse está com o adversário há outra, sem falar das transições que também pedem desenhos táticos específicos. Soma-se a isso a necessidade de se rotular cada jogador por características ‘universais’: volante marcador, lateral ofensivo, meia de chegada, centroavante matador e por aí vai… o problema de tudo isso? Acreditar que um time pode estar defensivo demais por ter ou três zagueiros ou dois volantes. Ou o oposto: achar que ao escalar vários atacantes um time estará sendo ofensivo e agressivo…

Ao invés de olharmos plataformas de jogo (os 4-4-2 e adjacentes), vamos observar comportamentos e ideias, ou seja, quais os padrões da equipe para atacar e defender – e isso vai muito além da simples ocupação do terreno de jogo. Ou quem sabe ainda sairmos do clichê de que zagueiro tem que ‘zagueirar’ e atacante não pode ajudar na marcação porque assim não terá fôlego (?) para chegar na frente. Todo jogador pode ter um perfil com e sem a bola. No momento ofensivo todos atacam, incluindo o goleiro, e no defensivo todos defendem, inclusive o centroavante. Um viés mais sistêmico e completo é o que pede o jogo atual de alto nível.

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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