Vitor Pereira e essa desafiadora sequência no Corinthians

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Crédito imagem: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

O sucesso e o fracasso tanto no futebol como na vida são previsíveis e podem ser potencializados. Há algumas atitudes que trazem a vitória para mais perto. E há outras que aumentam a probabilidade de um revés. É fato que não controlamos o resultado final. Porém o que entregamos para o mundo e como reagimos aos acontecimentos está inteiramente sob nossa responsabilidade. E dentro dessa perspectiva o Corinthians não poderia mesmo ser campeão paulista. Ter três técnicos (um interino e dois efetivos) em quatorze jogos não tem como dar certo…

Não quero ficar aqui remoendo a saída de Sylvinho. Por mais que não passe pela minha cabeça a manutenção de um treinador de um ano para o outro e após toda uma pré-temporada demiti-lo com apenas três jogos, (uma vitória, um empate e uma derrota), o foco agora deve ser a sequência do bom Vitor Pereira. Contudo, por melhor que seja o técnico português, o elenco corintiano tem graves problemas de formação. As contratações feitas desde o meio do ano passado podem ser vistas mais como oportunidades de mercado e lembranças afetivas do que por performance e efetividade. As posições de primeiro volante e centroavante, por exemplo, carecem de jogadores que estejam no pico da carreira – isso varia a partir de 24 e 26 anos até 28 e 30. 

Que fique bem claro: não sou contra a contratação de jogadores experientes. Mas é nítido que o elenco corintiano tem muitos jogadores que já estão no declínio não só físico, mas também técnico, tático e emocional. E isso é determinante para o modelo de jogo adotado!

Vitor Pereira é inteligente e experiente o suficiente para adaptar suas ideias às características dos jogadores a disposição. Entretanto a diferença entre o que o português prefere e o que esse elenco corintiano pode oferecer é enorme! Como propor uma marcação em linha alta se os homens de frente não conseguem ser intensos os noventa minutos? Como furar marcações fechadas se os jogadores não conseguem romper linhas e atacar espaço com agressividade? E até para não ficar preso só na questão da idade, como buscar uma construção desde lá de trás se o goleiro Cássio nunca foi estimulado a sair jogando com os pés? Isso sem falar do desgaste insano do nosso calendário com jogo atrás de jogo, viagens e mudanças climáticas de Fortaleza a Caxias do Sul pelo Brasileirão, passando pela Bolívia a Argentina com a Libertadores…

Sei que não há fórmula pronta para vencer no futebol e reconheço o enorme talento que alguns jogadores do elenco corintiano tem. Mas o desafio de Vitor Pereira é imenso! Potencializar o que esse time tem de melhor e minimizar as fraquezas não será um trabalho dos mais fáceis…

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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