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Crédito imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Juro que a ideia deste texto pairava sobre a minha mente há um certo tempo. Não quero parecer oportunista. Se defendo análises contextuais e sistêmicas não posso me basear “só” no resultado. O Flamengo vencendo o campeonato carioca garanto que o que vem abaixo seria escrito da mesma maneira. Sem tirar nem pôr uma vírgula diferente.

O problema flamenguista pós Jorge Jesus não está no banco de reservas. Não está em quem escala. Não está em quem comanda os treinamentos. E sim dentro das quatro linhas. Quem joga. Isso mesmo, o problema não é treinador e sim jogador(es). A necessária renovação no elenco de 2019 para cá não aconteceu. Você pode contra-argumentar que muitos jogadores saíram e outros tantos chegaram de lá para cá. Sim, é verdade. Mas poucas estrelas deixaram o clube. Poucos protagonistas foram trocados. A espinha dorsal é praticamente a mesma. E isso é péssimo! 

Que fique bem claro: o Flamengo tem vários craques no elenco: Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro e alguns outros que jogariam fácil em qualquer clube do Brasil e em vários clubes europeus. Mas a questão não é técnica. É de ambiente. É de ambição. Tenho certeza que todos esses atletas dão a vida em campo e fazem o máximo para vencer. Entretanto há ciclos que devem ser respeitados. Estímulos novos não vêm apenas com a chegada de um novo treinador. É necessário que o jogador se mova. Para o próprio crescimento dele. E também para o clube seguir em frente.

Com o vice-campeonato carioca, choverão críticas ao técnico Paulo Souza. Jogadores falarão nos bastidores que querem aprender, que gostariam de evoluir, mas que estão com dificuldades de compreensão dos conceitos do técnico português. Mais ou menos como foi com Domenec Torrent. Rogério Ceni e Renato Gaúcho tiveram argumentos contrários um pouco diferentes, mas também acabaram engolidos. E as lideranças do elenco continuam praticamente as mesmas… agora que chegou um goleiro para ser titular (Santos, ex-Athlético-PR), mas Diego Alves ainda está lá… 

Por questões culturais, os ciclos de elencos no Brasil são curtos. Não que tenha que trocar tudo quando perde. Mas também não pode haver uma espécie de gratidão com quem tem títulos conquistados. 

Esperar um novo 2019 é perda de tempo para o flamenguista. Mesmo com Jorge Jesus e todos aqueles jogadores hoje o rendimento não seria o mesmo de três anos atrás. As coisas mudam. Falta a diretoria e o torcedor do Flamengo compreender que homenagens a quem ganhou se faz com placas e afins e não com renovações de contrato.

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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