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O futebol feminino ganhou destaque nesta semana no noticiário esportivo. Infelizmente tratou da demissão da treinadora da seleção feminina, Emily Lima. O fato leva a uma reflexão maior sobre a questão de gêneros, não apenas na modalidade, mas também dentro da gestão do esporte.

Dentro da importância que o esporte tem para o país e do debate sobre o crescimento e desenvolvimento do futebol feminino, é preciso construir estruturas para que isso aconteça de maneira sustentável. A confederação, como entidade de administração do esporte, tem o dever de proteger e difundir a modalidade. Possui, portanto, grande responsabilidade de trabalhar a questão do gênero a fim de fornecer o melhor cenário para que isso, de fato, aconteça.

Dentro deste cenário, está o incentivo para uma maior presença das mulheres nas comissões técnicas das equipes, e também envolvidas com a gestão do futebol. Nesse sentido, as seleções – tanto de base como a principal – são fundamentais para a condução deste trabalho. Quanto mais exemplos vierem de cima, ou seja, da seleção nacional, maior será o incentivo para que mais mulheres se envolvam com o jogo.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

Há quem diga que uma seleção nacional não pode servir de espaço para ser este exemplo, quer seja porque não há tempo para isso, ou que a demanda por resultados é maior. Ledo engano. A equipe feminina deve estar dentro de um projeto muito maior que é a do crescimento e desenvolvimento sustentável da categoria. A presença de uma treinadora à frente da equipe principal, com o suporte de todo o plantel, torna o acesso ao futebol feminino mais universal. Ademais, em função de todos os preconceitos e estereótipos que rodeiam o futebol no Brasil, proteger o trabalho destes temas dentro do futebol feminino talvez seja a única maneira para se obter este crescimento e desenvolvimento sustentável que tanto se almeja em termos de gênero. Dessa maneira, cumpre-se – em parte – o papel da federação, que é o de proteger e difundir o esporte, dentro de todas as categorias.

Com tudo isso, é preciso deixar bem claro o que se quer com o futebol feminino em nível nacional e dentro das seleções. O trabalho contínuo e de longo prazo levará ao melhor resultado. Em razão do seu alcance atual e mobilização, não pode ser espaço para conflitos de interesses. O interesse, aliás, tem que ser único: o futebol feminino do Brasil.

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