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Crédito imagem – Site oficial Palmeiras/Divulgação

Tornar o sucesso um furacão. E fazer do fracasso uma catástrofe. Tendências naturais para nós, seres humanos, e que ganham ainda mais projeção e emoção quando o assunto é futebol. Nesse mesmo espaço, na semana passada, pontuei que o projeto Palmeiras era o melhor do Brasil e que a conquista da Libertadores coroava uma gestão profissional que se aperfeiçoa ano após ano desde 2015. Tudo isso continua sendo verdade. A derrota na semifinal do Mundial para o Tigres do México é um evento dentro de um processo. Que não deve nem ser supervalorizado e nem desprezado. Apenas analisado.

O primeiro ponto para ser o mais fiel possível ao que de fato aconteceu é individualizar e não generalizar. Reconheço a tentação e a facilidade em dizer que o futebol brasileiro não é mais o mesmo e que o futebol mexicano já nos ultrapassou. Porém prefiro ‘unificar’ porque quem perdeu foi o Palmeiras – e não o futebol brasileiro – e quem venceu foi o Tigres – e não o futebol mexicano.  Isso porque quando o Verdão conquista a Libertadores significa que ele foi o melhor time na disputa dessa competição, o que é bem diferente de colocá-lo como o melhor da América do Sul e até mesmo do Brasil. Para o Tigres vale a mesma coisa. Cada jogo tem sua história e suas circunstâncias. Será que o Inter, o Flamengo, o Atlético-MG ou até mesmo o Santos perderia também essa semifinal do Mundial? Impossível saber. Como também é impossível cravar que o futebol no Brasil vive um pior momento do que o mexicano por conta de um jogo envolvendo apenas dois clubes, que não necessariamente são os melhores.

O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, pouco tempo teve para treinar a equipe desde que chegou. O portugues teve uma inteligência circunstancial para rapidamente achar uma formação que potencializou o melhor de vários jogadores. Isso foi suficiente para ganhar a Libertadores. Não para chegar à final do Mundial.

A visão deve ser sempre sistêmica. Nosso futebol está na segunda, caindo para a terceira divisão do mundo não porque o Palmeiras perdeu do Tigres. E sim porque ainda temos clubes políticos e gestões amadoras. Porque a maioria dos times joga apenas três meses um campeonato estadual e depois disso não tem mais calendário. Porque nunca valorizamos a educação e o estudo e por isso nossos profissionais não ingressam no mais alto nível. Enfim, são inúmeros fatores de dentro e fora de campo que explicam nossa decadência. Mas simbolizar o Palmeiras nisso tudo não é justo e nem coerente.

*As opiniões dos nossos autores parceiros não refletem, necessariamente, a visão da Universidade do Futebol  

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Jornalista, apresentador e reportér de radio e televisão. Egresso de cursos da Universidade do Futebol, Marcel reflete sobre o jogo a partir da perspectiva do pensamento sistêmico.

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