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La Doce

O futebol é capaz de aflorar no público os sentimentos mais variados possíveis. Amor, ódio, alegria e frustração são apenas alguns deles. Provavelmente foi por isso que o tornou o esporte mais popular do mundo. Em muitos países, os apaixonados pelo futebol se organizam para acompanhar seu clube de coração ou até mesmo sua seleção. A partir daí nasce uma torcida organizada, que no início tinha seu lado romântico, assim como o próprio futebol.

Os anos se passaram e essas organizações incluíram em seus currículos um histórico de violência, sangue e morte. Os hooligans na Inglaterra ganhavam fama e temor pelas cidades do Reino Unido e restante da Europa. Virou até tema de filme. Na América do Sul, as torcidas organizadas brasileiras também não ficam atrás. A cada ano sempre vemos nos jornais notícias de morte entre torcedores de equipes rivais. Mas nada se compara à torcida do Club Atlético Boca Juniors, de Buenos Aires. A “La Doce”, sem dúvida, é a hinchada mais temida do mundo.

Sabedor desses fatos, o jornalista Gustavo Grabia pesquisou a fundo a história da torcida que criou laços políticos dentro da Argentina, extorque homens públicos, empresários e jogadores e criou uma organização idêntica a de máfia. Brigas com torcedores rivais parece ser apenas a parte mínima de seu currículo. O resultado desse brilhante trabalho ganhou o mesmo nome da barra brava, “La Doce”. Conheça a origem, o crescimento, os comandantes e como atua hoje a organizada mais temida do mundo.

Sobre o autor

Gustavo Grabia é jornalista esportivo e atua no jornal diário Olé, da Argentina.

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Não se deve temer a Lei Geral da Copa: segurança nos estádios

A Lei Geral da Copa é a pauta mais discutida e adiada para votação dos deputados. Muitos brasileiros se negam a aceitar as imposições da Lei, no entanto, é parte do contrato assinado e de conhecimento antes mesmo da candidatura do Brasil para ser sede do evento.

Se estamos construindo estádios com normas da Fifa, por que não aceitar as regras da entidade durante um único mês? Com exceção de cláusulas que duram até o fim do ano, os grandes empecilhos da aprovação brasileira são para somente um único mês, no qual o evento é realizado. São normas que só regram um país bagunçado como o nosso e que a cada quatro anos são apresentadas e aceitas até mesmo por países muito mais corretos e organizados que o Brasil.

O ponto que mais é apedrejado é a venda de bebidas nos estádios. A Lei pede garantias de que poderão ser divulgadas, distribuídas e vendidas, as marcas do evento. A Budweiser é uma patrocinadora do evento e será vendida nos estádios, é parte do acordo. A Fifa nunca permitirá que um de seus patrocinadores seja prejudicado. Mas, as exigências e orientações são contestáveis, dentro do possível.

A África do Sul passou por experiência similar, pois nos estádios sul-africanos, a venda de garrafas de vidro era proibida e isso foi um quesito que o país não abriu mão de mudar. A Budweiser, então, desenvolveu uma garrafa plástica, com a cor das garrafas originais da marca, para serem vendidas nos estádios, garantindo a segurança que a África do Sul exigia. Na Copa da Alemanha, em 2006, Kaiserslautern também teve problemas, pois seu maior produto e atrativo turístico seria a cerveja própria , produzida na região e o assunto também foi resolvido com a Fifa.

Na mesma lei, a entidade máxima do futebol exige comportamento adequado, contra violência, racismo e preconceitos, antes de entrar ou já dentro dos estádios, podendo um ou mais torcedores serem banidos do evento, mesmo com os ingressos em mãos. Existem seguranças em todas as partes do estádio durante o evento. Existe também um grande número de profissionais garantindo a segurança, com treinamento de retirada de invasores ou torcedores violentos, com técnicas que evitam agressões ou lesões, levando-os para a parte externa do estádio, sem possibilidade de retorno.

A cerveja não é responsável pelo mau comportamento em estádios, mas a falta de educação, tanto do povo brasileiro, como também existente na Holanda, Inglaterra (já suavizada), Alemanha e outros países.

Neste momento, o Brasil deveria investir em segurança adequada, privada, não fardada, pois a estratégia da polícia nos estádios é ofensiva e não é tática. Além disso, são obrigatórios postos policiais dentro dos estádios, mas o governo deveria se limitar a isso. O foco não deveria ser em tirar o policiamento das ruas para colocar dentro dos estádios.

O Brasil poderia, facilmente, trabalhar a conscientização do público nos estádios e também ir elaborando leis mais punitivas a transgressores do bom comportamento neste tipo de equipamento. A Inglaterra teve experiência com o hooliganismo e suavizou com técnicas de fiscalização, por meio de policiais ocultos no meio das torcidas, evitando a violência e não agindo após um ato já ocorrido, trabalhando com prevenção. Além disso, qualquer torcedor identificado, deveria se apresentar em horários de jogo ao departamento de polícia como punição.

Não há motivos para ir contra a Lei Geral da Copa, mas para apoiá-la e dar condições para que o nosso comportamento seja adequado, com ou sem cerveja.

Fora isso, a Lei não interfere negativamente em nada, nem em estrutura de estádios: somente fere o orgulho de alguns cidadãos indignados e que se sentem revolucionários por ir contra a Fifa e seu poder.

Para interagir com o autor: lilian@universidadedofutebol.com.br
 

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Jogos Conceituais e Jogos Específicos: alguns exemplos

Tenho recebido alguns e-mails com dúvidas sobre Periodização Tática, Periodização de Jogo e Jogos Reduzidos na “preparação física” do futebolista.

Tenho tentado respondê-los à medida do possível.

Nas últimas três semanas, porém, saltaram à frente dúvidas relacionadas ao melhor entendimento a respeito de Jogos Fundamentais, Jogos Gerais, Jogos Estratégicos, Jogos Contextuais e especialmente sobre os Jogos Conceituais e Jogos Específicos (todos já mencionados outrora quando fiz a primeira publicação a respeito da Periodização de Jogo em 2006).

Pois bem! Vou começar, nesta vídeo coluna, conceituando e explicando (e dando exemplos) as diferenças entre os Jogos Conceituais e os Jogos Específicos.

Ao longo das próximas colunas na Universidade do Futebol, vou diluindo com outros temas os demais Jogos.

Espero que o material possa sanar as primeiras dúvidas.

Até a próxima!

Para interagir com o autor: rodrigo@universidadedofutebol.com.br

Leia mais:
Todas as colunas de Rodrigo Leitão