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Você nunca andará sozinho

Um grupo de torcedores do Liverpool irá apresentar ainda hoje (quinta) uma proposta para comprar o clube.
 
Como todos sabem, clubes de futebol na Inglaterra são instituições de capital privado e possuem donos. E os donos, que afinal são donos, fazem o que bem entendem com aquilo que eles possuem. No caso, donos de clubes de futebol fazem o que bem entendem com clubes de futebol. Para ser dono de um clube de futebol inglês, porém, é preciso bastante dinheiro, e geralmente quem investe tanto para adquirir um clube quer ganhar ou mais dinheiro, ou o público que acompanha o clube.
 
Em alguns casos, é evidente a intenção do dono em adquirir um clube como forma de melhorar sua imagem. Os casos mais notáveis são o do Abramovich com o Chelsea e o do Shinawatra com o Manchester City. Ambos são cheios da grana e não precisam de mais dinheiro, mas precisam – e muito – conquistar o apreço de outros seres humanos de bom coração, afinal ambos são acusados de diversas atrocidades em seus países de origem. Para tanto, mudam-se para a Inglaterra, levam seu dinheiro e compram um clube de futebol. Dessa forma, criam uma legião de seguidores e conseguem, de certa, forma, fazer com que sua notoriedade diminua a possibilidade de ataques contra a sua honra e, principalmente, contra a sua vida.
 
Em outros casos, notadamente o dos norte-americanos, a idéia de comprar o clube é ganhar dinheiro, seja em cima do torcedor, da televisão, ou de uma futura revenda. E os americanos têm apostado bastante nisso, como mostram os Glazers e o Manchester United, Lerner e o Aston Villa, Hicks e Gillett e o Liverpool, e a recém acordada compra do Derby County pela GSE.
 
Obviamente que um processo como esse último sempre gera uma certa rejeição. Afinal, a aquisição de um clube de futebol por algum investidor em geral significa preços de ingressos e de produtos inflacionados e exclusão dos torcedores das camadas mais baixas da população. E quando um investidor compra um clube, não faz muitas contratações de peso, não consegue ajeitar o time e começa a brigar com o técnico que é amado pela torcida, aí a rejeição estoura.
 
Foi o que aconteceu com o Liverpool, Hicks, Gillett e Benítez.
 
Quando começaram a surgir boatos de que os novos donos do clube pensavam em trocar de treinador, a torcida ficou do lado mais fraco, e muitos torcedores de longa-data anunciaram que deixariam de ir às partidas e de comprar os pacotes para a temporada caso o espanhol deixasse o clube. Os novos donos foram ameaçados pelos seus consumidores com um boicote econômico. Obviamente, daí para a frente, a situação só piorou.
 
E agora o conflito chegou ao clímax. Às cinco horas inglesas da tarde de hoje, tradicional hora do chá – ainda que essa seja uma tradição falaciosa, um grupo de torcedores anunciará a intenção de comprar o Liverpool, e transforma-lo em um clube propriamente dito, de propriedade de seus associados. Espelham-se em clubes da Espanha, principalmente Real Madrid e Barcelona, e em clubes da Alemanha. A idéia do grupo chamado de “Share Liverpool FC” é conseguir 100.000 sócios e levantar 500 milhões de libras, algo em torno de 2 bilhões de reais, para comprar o clube e construir um estádio.
 
Caso consigam, poderá ser iniciado um novo processo de aquisições de clubes por torcedores, o que mudará significativamente o processo comercial desses clubes, resultando numa completa transformação da indústria como um todo, inclusive do Brasil.
 

Se isso vai acontecer ou não, já é outra história. Mas que pode, pode. E vai depender muito do sucesso dos torcedores do Liverpool. Talvez não seja a coisa mais ideal do mundo apostar no sucesso do time atual em uma partida, afinal o clube não anda muito bem das pernas em campo. Mas se for pra apostar na força da sua torcida, aí sim é possível colocar algumas fichas na mesa.

Para interagir com o autor: oliver@universidadedofutebol.com.br

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Pulsed Signal Therapy (PST)

Pulsed Signal Therapy (PST) é um tratamento não-invasivo, que atua nos mecanismos biológicos de regeneração dos tecidos. Os campos magnéticos da PST reproduzem um campo elétrico cujas propriedades são equivalentes às produzidas pelo próprio organismo.

O tratamento PST consiste no envio, à articulação afetada, de campos eletromagnéticos pulsáteis de baixa intensidade e freqüência variável. Os pulsos PST atuam na reconstrução do campo elétrico fisiológico, estimulando o metabolismo e a atividade dos condrócitos, reativando assim o processo inato e biológico de regeneração dos tecidos afetados.

O desenvolvimento da PST teve inicio há cerca de três décadas, tendo como base a evidência clínica de que os campos eletromagnéticos pulsados (PEMF) beneficiam o processo de reconstrução de fraturas. A tecnologia PST é uma evolução deste princípio: ao invés dos campos eletromagnéticos convencionais (PEMF), que emitem correntes alternadas e, por vezes, correntes diretas com uma intensidade específica e freqüência constante, a PST emite sinais pulsáteis variáveis de um modo alternado.

Os campos PST mimetizam os campos biológicos, enquanto os campos tipo PEMF não têm características humanas (corrente DC), motivo pelo qual os efeitos e resultados são distintos.

Mecanismo de Ação

Qualquer articulação do sistema músculo-esquelético em movimento (existência de pressão mecânica) produz um campo elétrico.

Os impulsos elétricos das articulações enviam os sinais que estimulam as células das cartilagens (condrócitos) a produzirem os materiais adequados para a sua constante renovação (colágeno do tipo apropriado, além de proteínas como proteoglicanos e glicosaminoglicanos).

O princípio científico da PST consiste, apenas, em imitar os sinais elétricos de regeneração emitidos pelo próprio corpo, estimulando os processos de reparo e cura das articulações, cartilagens e tecidos afetados.

Principais Indicações

1) Doenças Articulares Degenerativas

Osteoartrose do Joelho;
Osteoartrose da Coluna;
Osteoartrose do Quadril;
Osteoartrose Femuropatelar;
Condromalacia;
Osteoartrose de outras Articulações

2) Doenças dolorosas agudas vertebrais
Cervicalgias;
Dorsalgias;
Lombalgias;
Discopatias;
Ciatalgias.

3) Tendinites e tendinopatias

Epicondilite Lateral e Medial (Tennis Elbow);
Tendinite Supra Espinhosa (Ombro);
Tendinites dos Músculos Flexores e Extensores do Punho;
Tendinite de Aquiles;
Entesopatias;
Bursites;
Outras Tendinites.

4) Lesões e traumas esportivos

Lesões Parciais nos Ligamentos;
Lesões Parciais nos Meniscos;
Fratura de Stress;
Pseudoartrose;
Pós-operatórios Ortopédicos.

Benefícios e vantagens

Não-invasiva
Biológica
Indolor
Baixo índice de efeito colateral
Eficácia acima de 70% estatisticamente comprovada.

A PST no tratamento esportivo tem sido usada em grandes clubes europeus visando tratamento imediato de lesões agudas, crônicas e prevenção de lesões por cansaço; sendo aplicada imediatamente após os jogos de futebol segundo os trabalhos com bons resultados.

5) Bibliografia

– The Effect of Pulsed Electromagnetic Fields in the Treatment of Osteoarthritis of the Knee and Cervical Spine. Randomized, Double Blind, Placebo Controlled Trials-The Journal of Rheumayology-USA-1994.
– Pulsed Electromagnetic Fields Influence Hyaline Cartilage Extracellular Matrix Composition Without Affecting Molecular Structure-Osteoarthiritis and Cartilage-USA-1996.
– University of British Columbia – Open Clinical Study – Treatment of Chronic Pain Due To Traumatic Soft Tissue Injury-International Medical Journal-Canada-1999.

*Wilson Abou Rejaili é médico do Rio Preto Esporte Clube (CRM: 76455), doutorando em Ciências da Saúde pela Famerp e membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ)

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A influência do descanso na periodização da atividade física

O planejamento de treinamentos em equipes desportivas de alto nível competitivo tem sido cada vez mais influenciado pela evolução científica relacionada à periodização do exercício. No entanto, há poucos estudos focados nos momentos em que os atletas não sofrem desgaste. Ainda que os efeitos da atividade sejam detalhados por análises minuciosas, faltam dados para definir os efeitos do descanso e de diferentes períodos de recuperação.

“O tempo de recuperação é o mínimo período necessário para o atleta reunir todas as condições para desempenhar sua atividade. Há um desgaste corporal causado pelo esporte e isso precisa ser reposto de alguma maneira”, lembrou Wallace Monteiro, que coordena um estudo sobre periodização de descanso na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Um dos motivos para a ausência de pesquisas relacionadas ao período de descanso dos atletas entre séries de exercícios ou entre esforços concentrados é o equilíbrio dos resultados. Quando trabalham a 90% de sua capacidade máxima, atletas que param três, quatro ou cinco minutos entre as séries não obtêm grande diferença no aproveitamento geral da atividade.

“Nós fizemos uma atividade com 12 atletas treinados, submetidos a um mesmo esforço e com tempos de descanso distintos. Um grupo teve um minuto de recuperação entre as séries físicas e o outro teve três minutos. No início isso fez muita diferença, mas depois de oito semanas os resultados se equilibraram. Ainda faltam dados para determinarmos com precisão qual deve ser a relação entre esforço e recuperação”, contou Monteiro durante o XXX Simpósio Internacional de Ciências do Esporte, em São Paulo.

Atualmente, sobretudo em treinamentos voltados às modalidades individuais, os preparadores físicos trabalham com tempo pré-determinado de descanso para todos os atletas, e esse período de recuperação é linear durante toda a seqüência de exercícios que compõem a atividade diária. Mas se o desgaste possui especificidades ligadas ao perfil do jogador e o quanto de energia ele consumiu, a dúvida é o porquê de todos serem submetidos ao mesmo processo de reposição.

“Está cada vez mais claro que a relação entre exercício e tempo de descanso deve ser individualizada. O rendimento absoluto pode não mudar de acordo com o tempo de descanso, mas fica claro que há uma diferença no rendimento de cada uma das séries”, disse Monteiro.

As pesquisas feitas pelo grupo de Monteiro têm sido orientadas a medir o efeito de um descanso progressivo durante a atividade física. A projeção feita é de 1:4, 1:6 e 1:8 entre as séries (descanso de quatro vezes o tempo do exercício, depois seis vezes e por último, oito vezes).

“Outra coisa que mostra que o tempo de descanso não pode ser linear é que o tempo para desempenhar um mesmo exercício aumenta durante as séries. O atleta fica mais cansado e demora mais para trabalhar o mesmo número de vezes com a mesma carga”, ponderou o professor da Uerj.

As informações sobre o período de descanso ideal para os atletas são fundamentais para a orientação do planejamento de treinamento. O desgaste não inclui apenas as atividades feitas em jogos de futebol, por exemplo, mas a demanda energética contida nos exercícios realizados no cotidiano.

Portanto, o preparador físico precisa considerar o tempo necessário para a recuperação de seus atletas entre os jogos e entre as séries de exercícios do dia-a-dia, projetando atividades que mantenham o alto nível de desempenho do jogador.

“O conceito básico da hipertrofia muscular é submeter um atleta a uma carga alta e durante o maior tempo possível de tensão muscular. Para que isso seja possível, é importante que ele esteja descansado e que tenha suas plenas condições. O profissional que trabalha com ele precisa considerar todos esses fatores”, comentou Monteiro.

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Bases científicas e metodológicas para o treinamento do árbitro de futebol

Autor: Alberto Inácio da Silva
Editora: Recursos próprios
Ano: 2007
Número de páginas: 185

A preparação de equipes tem evoluído constantemente no Brasil durante os últimos anos. Cada vez mais, sobretudo no futebol, diferentes modelos de treinamento são colocados em prática com o objetivo de melhorar a valência física dos atletas. Mas o que é feito para aprimorar a situação dos árbitros? Essa pergunta define o tema central do novo livro de Alberto Inácio da Silva, “Bases científicas e metodológicas para o treinamento do árbitro de futebol”.

Estudioso sobre preparação física de árbitros, Inácio da Silva criou um guia sobre o perfil fisiológico e as ações motoras importantes para o juiz em uma partida de futebol, assim como as maneiras de trabalhar essas valências.

O livro parte de uma visão sobre a história da arbitragem e os modelos de treinamento físico para então abordar as capacidades que devem ser desenvolvidas para o bom rendimento dos juízes em partidas de alto nível.

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Cronologia da cinesiologia

A preocupação com o movimento não está apenas ligada ao esporte. Trata-se de um objeto de estudo extremamente antigo. No entanto, só depois de anos é que o movimento deixou de ser visto apenas como um fenômeno mecânico. Essa nova perspectiva deu origem à cinesiologia, que é um método de entender os processos e energias do corpo envolvidos em cada ação.

Na Grécia antiga, Hipócrates já utilizava o teste muscular para diagnosticar ferimentos neurológicos em soldados. No entanto, a gênese da cinesiologia está ligada apenas ao século XX, depois de um grande desenvolvimento no estudo da anatomia e da ação muscular.

O precursor da cinesiologia foi o quiroprático norte-americano George Goodheart, que aproveitou sobretudo os testes musculares feitos na primeira metade do século XX para criar as bases modernas do estudo do movimento a partir da década de 60. A ênfase dos trabalhos aproveitados por Goodheart é a tonicidade, que é o estado de contração básico dos músculos, sob diferentes condições físicas e emocionais.

A partir desses estudos, Goodheart começou a utilizar o teste muscular como método de diagnóstico na medicina funcional. Quando percebeu que estímulos causavam aumento ou redução da tonicidade muscular, o norte-americano passou a usar conhecimentos da medicina tradicional chinesa associados a reflexos naturais do corpo para criar métodos de correção de movimentos.

Usando o teste muscular, conhecido da fisioterapia para avaliar o tônus muscular, começou a aplicar também as descobertas de outros dois colegas, Terence Benett e Frank Chapman, sobre os pontos de reflexo neurovascular e neurolínfático, para restabelecer a normalidade no músculo através dos toques leves ou da massagem profunda.

A cinesiologia aplicada criada por Goodheart, contudo, encontrou uma grande dificuldade para ser difundida: o quiroprático só ensinava seu método em conferências feitas para um público extremamente pequeno. Por conta disso, os conhecimentos dessa área só foram difundidos de uma forma contundente a partir da intervenção do quiroprático John Thie, que publicou o livro “Touch for health” em 1973 e apresentou a cinesiologia ao público em geral.

O principal mérito da obra de Thie foi apresentar os conceitos da cinesiologia para leigos. Com um procedimento simplificado e técnicas extremamente básicas, ele criou quatro cursos com duração de dois dias cada para formar especialistas na área. O resultado é que, desde 1971, mais de 2,5 milhões de pessoas fizeram essas aulas.

Ainda na década de 70, na Califórnia, um grupo de estudos fundou o International College of Applied Kinesiology (ICAK), que até hoje contribui para a evolução dos padrões da área a partir de pesquisas e teorias formuladas.

Na Europa, a cinesiologia só começou a ser estudada de uma forma mais minuciosa somente no início dos anos 80. Em 1982, foi fundado o Instituto Alemão para a Cinesiologia Aplicada (IAK), que é outro pólo fundamental na produção de conhecimento sobre o tema.

Ainda na Alemanha, foi fundada no início da década de 90 a Sociedade Alemã para Cinesiologia Aplicada, que depois deu origem à Sociedade Médica Alemã para Cinesiologia Aplicada (voltada especialmente para o uso dos conhecimentos sobre o tema na medicina).

Com o tempo, porém, o desenvolvimento da cinesiologia deu origem a uma série de ramificações de estudo voltadas à compreensão global do movimento e a ação do restante do corpo para cada ação.

Uma dessas áreas oriundas da cinesiologia clássica é a cinesiologia esportiva, desenvolvida por John Varun Maguire e Michael Ugljesa, ambos dos Estados Unidos. Fundamentados nos estudos desenvolvidos por Thie no livro Touch for Health, os dois utilizaram o estudo do comportamento dos músculos para criar maneiras de harmonizar e potencializar os movimentos.

A partir de testes, a cinesiologia esportiva examina a segurança dos músculos mais exigidos em cada movimento da modalidade e corrige problemas de atuação. Além disso, o conhecimento acerca do comportamento muscular é fundamental para a elaboração da programação de treinamento do atleta.

A harmonização muscular é um passo importante para evitar dores e melhorar a cura em casos de atletas lesionados. Por isso, a cinesiologia é um auxílio fundamental para o trabalho técnico no esporte atualmente.

Bibliografia

FATTINI, Carlo A. & DANGELO, José. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Editora Atheneu, 2007.
MOREIRA, Demóstenes. Cinesiologia: clínica e funcional. Editora Atheneu, 2005.
FORNASARI, Carlos Eduardo. Manual para estudo da cinesiologia. Editora Manole, 2001.
DOBLER, Günter. Cinesiologia – Fundamentos, prática e esquemas de terapia. Editora Manole, 2003.

* Colaboraram Gabriel Codas e Rubem Dario

Leia mais:

A próxima evolução estrutural no futebol
Diferenças de comportamento dos membros no chute
O estudo dos movimentos para rastrear deslocamentos
O contraste da falta de espaço à ergonomia
Noções básicas sobre a atuação da biomecânica
A ação da biomecânica no futebol
O uso da cinesiologia no futebol
A evolução do significado de ergonomia
A atuação da ergonomia no futebol
Cronologia do estudo do movimento
O estudo do movimento no esporte
A diferença de atuação entre biomecânica e cinesiologia

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A evolução do significado de ergonomia

O significado de ergonomia sofreu uma enorme mutação ao longo dos anos. Atualmente, a idéia mais aceita é que essa disciplina representa a aplicação de conceitos científicos relativos ao homem para conceber objetos, sistemas e projetos adequados, objetivando a integração entre saúde, bem-estar e rendimento.

A realidade do mundo moderno exige que qualquer organização ou empresa seja baseada em um sistema de informações e possua uma perspectiva interdisciplinar de conhecimento. Quanto mais dados uma pessoa tiver para projetar informações, maior é a chance de sucesso em qualquer área.

Nesse cenário, a ergonomia é apresentada como o elo entre os seres humanos e os sistemas de informação. Tanto que a disciplina também é conhecida como engenharia dos fatores humanos, aplicada para melhorar a eficiência, a produtividade, a segurança e a saúde.

Para terem uma abordagem realmente eficiente no trabalho, é fundamental que os profissionais da ergonomia apresentem uma visão holística de todo o campo de ação e entendam todos os processos relacionados ao desenvolvimento da atividade do profissional em questão.

De acordo com esse conceito, a ergonomia pode ser dividida em três setores: física, cognitiva e organizacional. A ergonomia física está relacionada com as características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação com a atividade física.

O estudo da ergonomia física inclui o acompanhamento de postura no trabalho, movimentos repetitivos, manuseio de materiais, distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao posto de trabalho, segurança e saúde.

Já a ergonomia cognitiva é a parte que inclui processos mentais como a percepção, memória, raciocínio e resposta motora que afetam a interação entre os seres humanos e o sistema em que eles estão inseridos. Essa é a parte da disciplina que aborda a tomada de decisão, o desempenho especializado, o estresse e a relação entre homem e computador, por exemplo.

O último segmento da ergonomia é a organizacional, que tem como meta a otimização dos sistemas sócio-técnicos, incluindo suas estruturas e seus processos. Essa é a parte que se ocupa com a comunicação, o gerenciamento de recursos de tripulações, a organização temporal de um trabalho e o trabalho em grupo.

A Ergonomia usa os conhecimentos adquiridos das habilidades e capacidades humanas e estuda as limitações dos sistemas, organizações, actividades, máquinas, ferramentas, e produtos de consumo de modo a torná-los mais seguros, eficientes, e confortáveis para uso humano.

Bibliografia

FALZON, Pierre. Ergonomia. Editora Edgard Blucher, 2007.
LAVILLE, Antoine. Ergonomia. Editora EPU, 1977.
GRANDJEAN, Ettiene. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Bookman, 2005.

* Colaboraram Gabriel Codas e Rubem Dario

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A atuação da ergonomia no futebol

A denominação mais aceita para o termo ergonomia atualmente foi determinada pela Associação Internacional de Ergonomia em 2000. Segundo essa acepção, a ergonomia é a ciência relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, bem como uma evolução do conhecimento global das pessoas.

A partir desse estudo da relação entre o ser humano e o ambiente, a ergonomia contribui para o planejamento, avaliação e mudanças acerca de trabalho, contato familiar e outras coisas que influenciem no dia-a-dia dos seres humanos.

O conceito de ergonomia pressupõe uma abordagem sistêmica de todos os aspectos da atividade humana, com ênfase no conceito de trabalho. Oriunda do grego, a palavra ergonomia significa “regras do trabalho” (Ergon quer dizer trabalho e nomos representa regras).

Entretanto, apesar de o termo só ter sido regulamentado em 2000, o estudo sobre a inter-relação entre os seres humanos e a atividade laboral tem como precursor o médico italiano Bernardino Ramazzini, que viveu entre os séculos XVII e XVIII. Ele escreveu um livro chamado Doenças do Trabalho, que foi lançado em 1700 e abordava os problemas que podem ocorrer de acordo com o tipo de contato com o ambiente.

No século seguinte, em 1857, o biólogo polonês Wojciech Jastrzebowski lançou um artigo sobre a ciência do trabalho, tema que também foi empregado na obra de Frederick Winslow Taylor. Taylor utilizou análises visuais sobre a atividade de funcionários braçais para traçar um limite máximo diário de peso possível de ser carregado em uma pá de carvão.

A abordagem de Taylor foi aprimorada no século XX, quando Frank e Lilian Gilbreth criaram a obra “Estudo de tempos e movimentos” com o objetivo de mostrar que alguns movimentos são desnecessários e que a realização perfeita dessas atividades pode diminuir o risco de lesões e aumentar o rendimento. O exemplo utilizado por eles foi o assentamento de tijolos em uma obra. Normalmente, funcionários realizavam 18 movimentos para a colocação de um tijolo. Eles conseguiram reduzir esse número para 4,5, aumentando o número de tijolos por hora de 120 para 350.

Essa redução na quantidade de movimentos e o conseqüente ganho de eficácia tornaram-se fundamentais com o advento da tecnologia. O desenvolvimento frenético das máquinas durante o século XX criou uma demanda cognitiva maior dos operários e ampliou os estudos acerca de movimentos fundamentais para cada função.

Um exemplo claro dessa mudança de perspectiva foi o estudo de Alphonse Chapanis, que em 1943 publicou um material sobre a redução da quantidade de erros de pilotos de avião de acordo com os movimentos realizados por eles. Esse conteúdo fundamentou a criação dos conceitos mais lógicos no design de painéis e controles dos aviões depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Contudo, um ponto crucial na trajetória da ergonomia foi o trabalho do inglês K.F.H. Murrel, que reuniu psicólogos, fisiologistas e engenheiros para estudar a relação do homem com o trabalho a partir de 1949, e fundou a Ergonomic Research Society, primeira associação de caráter nacional sobre a disciplina.

Com o passar dos anos, algumas outras disciplinas foram sendo incorporadas ao estudo da ergonomia, tais como a antropometria e a biomecânica. Em 1959, foi fundada em Oxford a Associação Internacional de Ergonomia, que realizou seu primeiro congresso em Estocolmo, em 1961.

O desenvolvimento da ergonomia na segunda metade do século XX acompanhou as mudanças nas exigências direcionadas aos homens em seu cenário de trabalho. Nos últimos anos, ganhou importância o estudo da interação entre homem e computador, e as empresas passaram a considerar os fatores ergonômicos até no projeto de seus produtos.

Ergonomia no Brasil

A primeira tese brasileira sobre ergonomia foi feita na década de 1960, quando Itiro Lida escreveu um trabalho sobre ergonomia do manejo para a Universidade de São Paulo, com orientação do professor Sergio Penna Khel.

No Rio de Janeiro, na mesma época, a ergonomia passou a ser apresentada aos alunos das principais faculdades de medicina. Um dos responsáveis por isso foi o professor Franco Seminério, que levou a disciplina aos alunos de psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro no início dos anos 1970.

Contudo, só em 2003 é que a Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo) aprovou o sistema de certificação do ergonomista brasileiro. Esse sistema foi desenvolvido a partir dos modelos existentes em cinco continentes.

Bibliografia

FALZON, Pierre. Ergonomia. Editora Edgard Blucher, 2007.
LAVILLE, Antoine. Ergonomia. Editora EPU, 1977.
GRANDJEAN, Ettiene. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Bookman, 2005.

* Colaboraram Gabriel Codas e Rubem Dario

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Cronologia do estudo do movimento

O ser humano sempre procurou entender o funcionamento do universo e dos fenômenos naturais que o cercam. A gênese do conhecimento científico é inerente a essa curiosidade. Contudo, os acontecimentos do mundo exterior não são o único motivo para fomentar dúvidas e criar conhecimentos. A partir de observação e acompanhamento, surgiu o interesse pelo que acontece com o próprio homem.

O primeiro a demonstrar tal preocupação foi o filósofo Aristóteles, um dos pilares para o desenvolvimento do pensamento ocidental contemporâneo. Nascido em 384 a.C., ele começou a fazer anotações sobre a anatomia e a estrutura dos seres vivos quando tinha 17 anos. Foi o primeiro homem a usar o termo “mecânica” para descrever alavancas e outros mecanismos do movimento humano e escreveu um livro sobre a locomoção dos animais no qual classificou seus corpos como sistemas mecânicos.

Anos depois, no fim do século II d.C., o movimento humano foi tema de um livro escrito pelo médico Claudius Galeno, considerado por muitos o primeiro médico esportivo da história. Em sua obra, ele criou um esquema para explicar o encurtamento das fibras e fez considerações sobre a atuação dos músculos no funcionamento do movimento humano.

Só a partir dos estudos feitos por Leonardo da Vinci, porém, é que aconteceu uma consolidação acerca dos conhecimentos do movimento humano. O pintor e cientista italiano sempre teve interesse especial por anatomia e pela mecânica, que ele classificou como a mais nobre da ciência porque estudava o movimento.

Da Vinci produziu em 1490 um estudo sobre as proporções humanas baseado num tratado que havia sido descoberto anos antes, do arquiteto romano Vitruvius. Além disso, participou de várias autópsias a fim de entender o funcionamento e a composição do corpo humano.

As análises anatômicas foram a base do trabalho de outro cientista fundamental para o desenvolvimento do estudo do movimento. No século XVII, James Keill conseguiu calcular o número de fibras em alguns músculos, determinou que as fibras têm um formato esférico quando se contraem e conseguiu dar contribuições importantes para se conhecer a quantidade de tensão desenvolvida por cada fibra para levantar uma determinada carga.

Também no século XVII, o padre italiano Giovanni Alfonso Borelli produziu teorias que fizeram com que ele fosse considerado até hoje o pai da biomecânica. Foi ele que escreveu o tratado de “Motu Animalium”, lançado em 1630 ou 1631, que descreveu a quantidade de força produzida por vários músculos e a perda de força em conseqüência de uma ação mecânica desfavorável.

Além disso, Borelli é o responsável por contribuições fundamentais ao estudo do movimento, como a determinação do centro de gravidade do corpo humano, a interligação da inspiração com a ação muscular e da expiração com a elasticidade dos tecidos e o funcionamento dos ossos como alavancas para o movimento.

O avanço concebido com os estudos de Borelli sobre o movimento foi complementado pelas teorias de Isaac Newton, que estabeleceu as leis da dinâmica moderna, formulou a lei de gravitação universal e sistematizou a física a partir de leis que regem o movimento e o repouso dos corpos.

Só a partir do século XIX, porém, os conhecimentos de mecânica que foram desenvolvidos por Newton passaram a ser usados no estudo do movimento. E os responsáveis por isso são os irmãos Eduard e Wihelm Weber, que compilaram observações e considerações teóricas, atreladas a um pouco de intuição sobre os acontecimentos, para analisar o movimento dos membros inferiores e compará-los a um pêndulo.

A observação do movimento humano também apareceu com destaque na obra de Eadweard Muybridge, pioneiro da cinematografia. Ele estudou a locomoção animal e publicou importantes obras sobre padrões do movimento, que até hoje são vistas como um ponto fundamental para a evolução da cinemetria biomecânica.

Com a contribuição de Muybridge, Christian Wilhelm Braune e Otto Fischer revisitaram a obra dos irmãos Weber. O desenvolvimento dos métodos de análise do movimento possibilitou um estudo muito mais completo sobre os membros inferiores dos seres humanos durante a marcha e uma maneira mais precisa para determinar o centro de gravidade.

A criação dos conceitos que até hoje balizam a biomecânica moderna, entretanto, remete a Guillaume Benjamim Amand Duchenne, autor do livro “Fisiologia do movimento” no século XIX. A partir de experimentos com estímulo elétrico no corpo humano, ele classificou funções de músculos isolados em relação ao movimento, ainda que tenha considerado a ação muscular como algo que não existe na natureza.

No fim do século XIX, L. Ranvier descobriu a diferença na velocidade de contração entre os músculos brancos e vermelhos. Esses dados representaram um ganho importante para as pesquisas posteriores e para o desenvolvimento dos estudos do movimento no século XX.

A evolução do estudo dos movimentos teve seqüência quando Angelo Mosso inventou o ergógrafo, instrumento capaz de fazer um registro gráfico da atividade muscular (esse exame ficou conhecido como ergograma).

Já no século XX, Archibald Vivian Hill conseguiu estabelecer os princípios do consumo de oxigênio nos músculos e de suas contrações – teoria que rendeu ao cientista o prêmio Nobel de 1922.

Depois disso, muito do esforço que era demandado para estudar o ser humano em situações estáticas passou a ser destinado a acompanhá-lo em movimento. Prova disso é que em 1930 houve o primeiro programa de bioquímica em um curso universitário, na Escola de Educação Física de Leningrado, em Leipzig (Alemanha).

A inclusão da disciplina no conteúdo do programa universitário refletiu uma mudança no foco da comunidade científica. O movimento humano passou a ser visto com um interesse cada vez maior e passou a ser estudado de diferentes maneiras.

A partir disso é que se desenvolveram, na segunda metade do século XX, diferentes perspectivas sobre o movimento. Essa é a base para estudos aprofundados em direções como a cinesiologia, a biomecânica aprofundada e a ergonomia.

Nas décadas de 1960 e 1970, a biomecânica começou a ser incluída de forma mais ampla nos currículos de graduação e pós-graduação dos Estados Unidos. A partir disso, houve um desenvolvimento mais acelerado dos conceitos da disciplina e do estudo dos movimentos em geral.

Com a evolução, os conceitos começaram a permear outras áreas do conhecimento. E assim, acabaram sendo utilizados para a melhoria de performance em profissionais do esporte a partir dos últimos anos do século XX.

Por conta de ainda ser uma coisa recente, o estudo do movimento só teve uma evolução realmente contundente na última década do século XX, quando conseguiu começar a encontrar espaços nos clubes e no trabalho com atletas de modalidades individuais.

Atualmente, o estudo dos movimentos desempenha funções que vão desde a prevenção de lesões até a correção funcional para melhorar o desempenho dos atletas – tudo isso baseado em estatísticas e em noções da mecânica clássica.

Bibliografia

RASCH, Philip J.. Cinesiologia e anatomia aplicada. Editora Guanabara Koogan, 1991.
BATISTA, Luiz A.. A biomecânica em educação física escolar. Niterói, 2001.
MCGINNIS, Peter M.. Biomecânica do esporte e exercícios. Editora Artmed, 2002.
OKUNO, Emico & FRATIN, Luciano. Desvendando a física do corpo humano: biomecânica. Editora Manole, 2003.

* Colaboraram Gabriel Codas e Rubem Dario

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O estudo do movimento no esporte

Não existe esporte sem movimento. E por ser ligado à atividade física de um modo tão intrínseco, o movimento sempre foi um objeto de estudo que despertou muita curiosidade das pessoas preocupadas em entender o fenômeno chamado esporte.

Historicamente, a educação física sempre teve interesse pelo estudo e pelo desenvolvimento prático do movimento humano. Contudo, num primeiro momento essa preocupação foi destinada ao movimento pré-concebido e não à criação de uma perspectiva pedagógica.

O movimento humano sempre foi objeto de estudo como uma função. Tanto que algumas obras chegaram a criar uma diferença de categorias entre movimento e ação motora.

Diante desse conceito, o movimento é compreendido como o aspecto externo e visível de uma atividade física e a ação motora é o caráter interno ou as modificações que foram processadas para que aquele movimento fosse possível.

A evolução nos estudos mudou essa compreensão sobre o movimento e deu origem a uma visão pessoal-situacional. O movimento não é apenas a reprodução de uma ação motora, mas um acontecimento reacional e dialógico. Trata-se de uma relação entre o ser humano e o ambiente em que ele se encontra, com o intuito de realizar uma ação ou uma mudança.

A compreensão dessa subjetividade do movimento é fundamental para o entendimento da relação de seu estudo com o esporte. Inicialmente utilizada nos esportes individuais, a análise sobre a ação motora foi uma adição da preparação de atletas para aprimorar sua atuação funcional e harmonizar cada uma de suas decisões durante um jogo.

Durante anos, modalidades como a natação e o atletismo recorreram ao estudo dos movimentos para tentar melhorar o rendimento dos atletas e criar padrões de ação em busca de melhores tempos ou marcas. Inicialmente, essa prática foi utilizada para determinar, por exemplo, qual é a melhor maneira de mexer o braço sob a água ou de posicionar as pernas em uma corrida.

Além disso, o estudo dos movimentos foi instituído em esportes individuais para criar um padrão fundamental de movimento (PFM), que é um conjunto das características básicas de uma ação dentro de um período determinado. A partir disso houve a criação de uma bagagem de realização e evolução dos movimentos ao longo do tempo.

O contato do estudo do movimento com o esporte, contudo, não limitou o desenvolvimento dessa área pedagógica. Depois de uma evolução quanto ao caráter da ação, o foco de aprendizado migrou para a o relacionamento entre os mecanismos internos e externos, bem como o funcionamento de cada alteração corporal.

A mudança de perspectiva quanto ao estudo acerca do movimento criou uma nova necessidade de atuação pedagógica e abriu um leque de possibilidades de atuação no campo esportivo. A correção de ações passou a ser não apenas uma maneira de aprimorar a performance, mas uma forma de potencializar virtudes, mascarar defeitos e até coibir lesões de atletas.

Depois de muitos anos ligado às modalidades individuais – a biomecânica passou a fazer parte de programas de educação física nos Estados Unidos entre as décadas de 1960 e 1970, só nas duas últimas décadas do século XX é que o estudo do movimento passou a ser incorporado para o aumento de rendimento também nos esportes coletivos.

Os primeiros esportes coletivos que adicionaram o estudo dos movimentos a sua rotina foram o basquete e o vôlei. No futebol, essa prática demorou um pouco mais para ser incorporada e ainda hoje é utilizada em escala extremamente pequena. Esse distanciamento reflete uma divisão entre o conteúdo didático e a proposta de desenvolvimento de competição.

“O que existe é uma grande dificuldade para casar a universidade e o esporte nesse ponto. Nós podemos passar anos estudando uma forma de melhorar a performance de atletas do remo, mas atletas do remo não usam esses estudos para formatar sua metodologia de treino e preparação”, explicou Jefferson Loss, da Sociedade Brasileira de Biomecânica.

Bibliografia

BARBANTI, Valdir J.. Dicionário de educação física e esporte. Editora Manole, 2002.
BATISTA, Luiz A.. A biomecânica em educação física escolar. Niterói, 2001.
MCGINNIS, Peter M.. Biomecânica do esporte e exercícios. Editora Artmed, 2002.
OKUNO, Emico & FRATIN, Luciano. Desvendando a física do corpo humano: biomecânica. Editora Manole, 2003.
WIRHED, Rolf. Capacidade atlética e anatomia do movimento. Editora Manole, 2002.

* Colaboraram Gabriel Codas e Rubem Dario

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O menino e o anjo

O menino e o anjo
Autora:
Mariah Morais
Coleção: Contadores de estrelas- volume 1
Editora: Kalimera
Ano: 2007
N° de páginas: 47

O livro O Menino e o Anjo, da jornalista Mariah Morais conta por meio da história de um garoto de 11 anos a dura realidade do futebol, na qual muitos sonham em se tornar jogadores profissionais, mas poucos alcançam o objetivo.

Na história, Ricardo, o protagonista, só pensava em jogar bola com os amigos e corria da escola, com o sonho de ser jogador de futebol. Sua vida muda radicalmente quando ele se vê obrigado a ter contato com a literatura. Tudo isso por conta de uma aposta com três amigas, os conselhos de uma vizinha e a aparição de um anjo. Ricardo acaba se identificando com a medicina.

A obra faz parte da coleção Contadores de Estrelas, que terá sete volumes. Todos os livros serão indicados para escolas públicas utilizarem com crianças de sete a 12 anos.

O livro já pode ser encontrado em livrarias e papelarias