Categorias
Sem categoria

O currículo e a formação dos futebolistas do futuro

Doutor em Educação Física, na área da Pedagogia do Esporte e idealizador da proposta pedagógica Ginga, futebol com alegria, Carlos Thiengo discutiu em entrevista exclusiva os resultados de sua tese recém publicada sobre o currículo de formação no futebol.

Categorias
Sem categoria

REPORTAGEM MP984

Depois > Mais uma live do Na Bancada, depois Dinheiro em Jogo com o Bellintani, depois, . Marcar entrevistas

ESQUELETO

Intro – %dos direitos de transmissão nas receitas dos clubes e é estável!. Cabia mexer sobre isso com uma MP (“briga Globo Governo Federal Record Edir Macedo, tem canal, tem partido”)??? + Cronologia (talvez) e, obviamente o que é a MP

TV como distribuidora (relevância, aproximação com público, não se esconder, quem ainda gosta de futebol? TV é parceira, até na Europa, Jornalismo de clube. Produto vale mais na Globo pq a audiência é maior) + Entendimento do futebol como de interesse público (questões éticas da produção, as marmelada da Benfica TV- manipulação da narrativa (esportivamente pode ser injusto) assistir um jogo com narrador não falando o nome do rival – rolou no Fla Flu + Política de cada clube, TV partidária da dimensão do momento). + Streaming (NBB alcance em 2018 multiplataformas, 2019 Dazn). Atraso (delay) no Streaming e ao vivo. Streaming, assinar os pacotes de “todos os clubes?” pra assistir o seu proprio clube já que é do “mandante”> Loucura “completa”. Seleçã brasileira já nao joga e nem passa no país (números do Streaming de Brasil e Peru). Reportagem feita com o preço do streaming de esportes no Brasil. Pirataria (Pisani)

Série B C e D, opção diferente (Anderson que falou sobre isso). Coletiva mas centralizada na CBF

Insegurança Jurídica – direitos de imagem dos jogadores (quem tem que pagar para os jogadores é quem recebe! – Anderson)

Receitas em comparação (aumentar mais para o topo inflaciona; superclubes – Benfica “projeto Europeu” – Diferente dos EUA; etc…) > Não existe “melhor” existe melhor dependendo do que vc quer.

https://open.spotify.com/show/17skwdfPpoOkNaCu743khf (parei no 52:19)

Anderson Santos – Professor da UFAL doutorando em comunicaçao. Livro “os direitos de transmissão no campeonato brasileiro de futebol”.

Estratégias de mercado do esporte interativo (2016) Champions

CBF(direitos de transmissão da CBF)

A MP984 publicada 18/06/2020

1 mês (tempo de contrato do jogador)

Justificativa da MP é a COVID

Quem intermedia o direito de arena, sai sindicato para relação direta com os sindicatos

Fim da proibição de TV’s (quem transmite os jogos) patrocínio nas camisas dos clubes

Absurdo um tema estrutural ser feito por meio de MP > Menos de uma semana para encaminhamento de emendas, 10 pediam supressão sobre a questão dos direitos de transmissão, 6 tratando dos contratos de direito de transmissão em vigor, 5 emendas negociação coletiva ou liga.

O que clubes tem a ganhar com a MP CEPEBA (Ceara Pernambuco e Bahia)? > Bahia e Fortaleza defendem. Possibilidade: fechar pacote ABCD com a Turner/Live FC. Maaas poder de barganha. Se juntar com RS e MG aí aumenta o poder de barganha. Record em 2011 ofereceu R$100 mi para cada um (no modelo antigo). Imagina o grupo globo compra só o Corinthians em modelo nacional – Globo compra só os 2 com maior alcance do que todo mundo e o resto perde o poder de barganha. Sport está “de pires na mão” aceitaria qualquer coisa, então vai acabar furando o bloco (em uma hipótese de quebra dos contratos atuais).

de 2006 a 2011 com o clube dos 13 os times não cotistas receberam 6x menos do que os que mais recebiam (top5 – Fla Cor Spo Vas Pal recebiam os mesmos valores). A individualização em 2012 acentuou a diferença. Em 2018 a diferença bateu em 8x, com a turner caiu 6,5x.

Delay!

Sócio digital do Bahia, treino, etc, e não ver “youtube como concorrente, como a globo”.

Emanuel Leite Junior – Pesquisador Politicas publicas Universidade de Aveiro. Cotas de televisão do campeonato brasileiro. “A história do futebol na União Soviética”.

Portugal – Mandante negociar audiência do adversário. Poder de barganha de clubes da perferia. Ceará x Avaí, diferente de Ceará x Flamengo. Alguns jogos vc pde negociar com poder de barganha, outros sem interesse (Fortaleza x CAP). > Turner interpretando que vai transmitir jogo do Flamengo vai transmitir jogo do Flamengo. 19 jogos como mandante. Modelo anterior era melhor para pequenos

Imbroglio > Contratos na vigencia anterior do art42 da lei pele (alterado pela MP). “Ato jurídico perfeito!” (princípio geral do direito e presente na constituição art 5 inciso 36), se não for respeitado é o caos (barbárie).

Lei do mais forte > desequilíbrio 1961 permite negociação coletiva e divisão igualitária nos EUA. Quando negociar patrocínio, time nem aparece na TV, o patrocínio cai.

10 primeiras rodadas sem nenhum jogo do Fortaleza na Turner.

Interesse público > Camp portugues só passa em tv fechada. Tradição em Portugal é ir em cafés assistir aos jogos. Por conta da pandemia, para evitar aglomerações o presidente da liga propos ao governo intervir um jogo na TV aberta. Benfica foi contra, 3 clubes portugueses são muito egoístas, campeonato EXTREMAMENTE desequilibrado.

INSEGURANÇA JURÍDICA – Se a MP acabar?

Antes da MP – Braga > TV Paga > ou Turner ou Globo. Na TV Fechada > Globo 11 clubes Turner 8 clubes Na TV aberta > globo 19 clubes

Na MP (ignorando ato jurídico perfeito) – O Bragantino fechando com quem ele quiser PODE passar seus jogos em casa

Após a MP – Pode CAIR TUDO da MP; ação de inconstitucionalidade > STF decide invalidade, aí pode valer só durante a vigência ou mesmo durante (aí cai todos os contratos). A INSEGURANÇA continua por um bom tempo.

Então quem vai assinar contrato agora?

Quem tem poder de barganha pode se beneficiar, buscar uma negociação boa no médio, longo prazo. Periferia, semi-periferia e centro no Brasil. A globo pode romper o contrato com o Brasileiro e renegociar individualmente (pode formar liga, mas acho ilusório, a forma anterior da Lei Pelé estimulava a negociação coletiva, mas isso nunca aconteceu, implosão do clbe dos treze é exemplo). Mesmo que se forme bloco periférico não é suficiente, só seria suficiente com todos. > Itália (lei de 2008 antitruste lei melandri) e Espanha (real decreto 5 de 2015). A diferença era muito grande e agora que a negociação é coletiva diminuiu (PESQUISAR). Então mesmo no médio longo prazo o poder de barganha pode ajudar, mas não diminui o abismo…

MP não valeu para conmebol. Mas é possível assumir essa briga, mas já foi/é negociado coletivamente assim como CopadoBrasil. Entrar na justiça pode dar xabu na Conmebol

João Ricardo Pisani – Gestor esportivo. Especialista e Multi Club Ownership

Turner > Foram fazer visita ao presidente. Grupo estava em litígio com a Turner. Processo de desinteresse natural da Turner. Turner tinha 56 jogos (acho que na TV fechada), estavam perdendo o valor pq Globo tinha na tv aberta. Com a MP saem de 56 pra 152 jogos, jogos grandes.

Briga de exclusividades, horários de jogos

RB não fechou com ninguém (mídia espontânea)

Exclusividade > A Globo assinou a exclusividade dos campeonatos. Quando cada clube fica dono do direito como mandante existe essa quebra.

Risco de streaming não está valendo ($$).

Espera muita novidade em termos de plataforma

“Globo paga valor justo”

Possíveis prejuízos em não fechar com a Globo > A MP muda as regras do jogo e daí vem os desdobramentos. Uma ordem natural é a globo se desprender dos contratos e renegociar a nova realidade. Hoje um clube que é forte regional, pode ter uma preferência, No RS Inter e Gremio vao ser transmitidos, mas no Ceará quem vai passar? Fortaleza ou Flamengo? Agora a Globo pode “se livrar” dos times regionais/menores. O Ibope escora os valores negociados, Globo tem o dobro de audiencia do segundo, canalizando todo o dinheiro de publicidade. A discrepância é grande.

Olimpíadas foram tiradas da globo pela record, mas a record tem uma capacidade de arrecadação, com o mesmo produto (olimpíadas) menor.

MP traz a ideia do mandante ser dono do jogo, o que é praxe, o problema é o modo como ela está sendo feita e o impacto que vai ter nos outros clubes. Bloco em Portugal de clubes menores existe (NOS e MEO ou MEL sei lá). Tem novos entrantes? Streaming? Já teve com a Turner, formou-se um bloco que não foi para lá. Para mim ou a Liga cede os direitos para alguem que vai negociar com as emissoras (players).

Clubes que estão bem tem poder de barganha, podem “abrir mão”.

SUPERCLUBES Mundial de clubes > clubes que querem desgarrar. Pegar o máximo de dinheiro em caixa, cifras maiores na Libertadores e no futuro Mundial ainda maiores e discrepantes. Dividido igual na liga americana mas nenhum time sai para “disputar a libertadores” ou mundial.

Pre MP > Não existia Streaming nos antigos contratos. Aberta Fechada e PPV.

Por rodada um jogo era transmitido pelo GE.com, um no SPORTV (globosat play + operadora); Turner > VIVO PLAY. O Online já existia, mas estava encaixada dentro dessa abertura.

Na Europa e NBA se fatiaram as datas do calendário (sexta, sab, dom, seg) e cada um desses jogos são vendidos para cada player/plataforma. Tbm há League Pass, NBA Pass. MLS – em Washington o DC United.

On Demand quebrou as 24 horas da TV aberta.

Streming diferente de democratização e sim adequação. MP quebra lei que amarrava os clubes. N vale cair no conta de que todas as casas que tem smartphone estarão conectadas, internet é instavel, planos não dão conta (quais são pré-pagos). TV aberta tem a maior cobertura. Dá para ir construindo… Tem clubes poliesportivos com problema em entrar em grade, pode ser testado com esses esportes. Montar o canal do time, ok. E os custos de produção? Qualidade de transmissão, cameras, etc.

MyCujoo com paywall é pay per view

Pay x Re ok e o clube pequeno? > liga liga é mais importante do que ser mandate x visitante (lógica de cada um por si, liga com superclubes)

Streaming – Conteúdo pode ajudar. NFL tem reality, ver barça TV, influencer, mkt, tv, roteirista. Transmissão hoje não vai ser.

Streaming – é considerado PPV? Qual é categoria? (talvez fazer um infográfico explicativo). MyCujoo (economia de cauda longa x paralelo com indústria da música)

Jogo de clube local. Sou torcedor no Nautico, quem quer ver já está no estádio. E aí? TV n transmite quando se é local

Produto é o jogo após, jogos classicos, etc (a briga é aqui), jogos ao vivo é da TV!

Fernando Vanier Borges – Pesquisador na Universidade de Coimbra, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Panteon Paris

Portugal – Mandante vende. Benfica > Streaming. BTV em 3 anos até 2015, quando vendeu pra NOS um acordo de 10 anos (400 mi Euros. 40/ano) 15/1 quem recebe mais e quem recebe mais em Portugal. O mais abaixo recebe 2 milhões. Portugal é o país com maior disparidade na Europa em receitas televisivas 4x mais diferença do que o segundo com maior disparidade (minuto 47 da live #12). Na inglaterra 2/1, media europeia 4/1.

Como cada país trabalha x disparidade!!! Ideia de gráfico > (Evolução na Espanha que se tornou coletiva a negociação)

Exclusividade do futebol criou condições para assinatura de canais na Europa. (Diferente daqui).

Portugal canais pagos > Se sai da TV aberta como pessoas vão assistir? Tem lista de jogos que são considerados como interesse público.

Globo MP > Flamengo x Globo é uma má visão, limitada. TV são parceiros de clubes de futebol, não tem como fugir. Dão visibilidade e alcance! São unha e carne.

A tendência é que a globo sempre se beneficie. A partir do momento que se faz uma nova negociação, vc pode fatiar todo o produto. A globo compra 5 jogos no mesmo horario para cada uma de suas praças RJ SP, etc… A possibilidade é de fatiar o mercado > nenhum jogo começando ao mesmo tempo (ocorre na Inglaterra), um jogo para TV aberta outro pra Sportv, GE.com, Premiere, etc… Todo mundo está acostumado com a globo (até o público), é difícil quebrar isso.

Bloco não consegue bater de frente com os 5 maiores do Brasil. Unica saída é bloco total, só ver a realidade nos estaduais.

viabilidade de transmissão STREAMING. Complicado. Comparar Globo xSBT ja mostra a diferença/poderio. Existe o caso do Benfica (domina 50% da torcida. É um caso inexistente no Brasil). Existe um excesso de otimismo no streaming. Falta entender torcida, perfil, tem gente que não gosta de futebol. Mesmo na Europa não existe streaming de jogos. Nicho, melhores momentos, entrevista, TV continua sendo maior parceiro.

Canais de clubes – PSG reteve em 2013 alguns direitos de imagens resumos de jogos. Canal digital Freemium, gratuitos (entrevistas) e premium (jogos). Preço ia mudando, chegou a ser 5 euros por ano. Forte tônica de entretenimento. Conteúdos divertidos

Benfica em 2008. Em princípio gratuito (precisando ser assinante da TV a cabo), com jovens jornalistas, barato em sua produção, experimentando em outras modalidaes (futsal e futebol já eram vendidos). Tudo o que se jogava na sede do clube era transmitido no canal. Benfica recebia 7,5 mi euro ano e achava que merecia receber 40. SPORTTV ofereceu 22,2 mi ano. Benfica recusou. Decidindo transmitir por conta própria e compraram direitos de outros campeonatos (incluindo a Premier League), passaram a cobrar uma mensalidade extra (como o PFC no Brasil), 10 euros por mês (9,90). 300 mil assinantes (10 mi de habitantes em Portugal e metade da população benfiquista) era o número, dizem que chegaram. A receita bruta que eles tiveram foi de 28,1 mi por ano, mas não inclui os custos de produção. Nomes caros do jornalismo, e direitos de transmissão da premier league, etc. 24 horas 7 dias por semana em 2 canais na TV.

Porto tem um canal de televisão não só desportivo. É local disputa Porto x Lisboa no nível nacional.

Outras coisas podem ser exploradas com conteúdo próprio além do produto principal que é o jogo! > sentimento, pertencimento, outras modalidades (futebol feminino), etc. Vamos investir nisso mesmo sem retorno financeiro? (somos um clube multidesportivo vencedor – depende da estratégia. Sporting CP tem apostado em diferentes modalidades. Ajuda a manter o torcedor feliz e pode trazer retorno). Investimento no longo prazo, FF pode ter esse “empurrãozinho” no começo para depois passar a dar retorno.

Gabriel Vaquer (procurar reportagens no UOL sobre o tema) (BUSCAR, talvez administrar)

Cronologia

Anos 90 aumento do valor das transmissões

Clube dos 13 – CADE (97-99) durou até 2010 o julgamento.

TV Fechada > Sportv + ESPN Brasil (anos 90) PFC de 1997

Anos 90 Man Utd (movimento de internacionalização)

Após, Turner

Depois de 2012 com a queda posterior de EI e Fox Sports a gente volta à realidade anterior

Até 2018 tinha que ter TV a cabo para assinar premiere. Agora vai surgindo o On Demand (EI Plus é pioneiro no on demand – Mundial de Handebol em 2015) Agora DAZN – primeiro de graça. PFC pode ser adquirido a partir de mídias móveis. Guigo TV. NBB em 2018 saindo em diferentes plataformas! MyCujoo.

Internet n tem regulação clara (marco civil da internet, que precisa ter regulação em cada ponto, seriam as leis complementares). Nesse sentido temos a “lei da TV fechada” mas necessidade de regular transmissão pela internet! Brigas recentes > FOX x CLARO. Fox Play (não pode de acordo com a claro pq o conteúdo é só para tv fechada). Proibição de propriedade cruzada!!! > N pode ter um superagente que negocia o sinal e programa. Globo era sócia de NET e SKY com beneficios para produtos GLOBOSAT. (Laboratório de políticas da comunicação – se quiser pesquisar mais)

de 2006 a 2011 com o clube dos 13 os times não cotistas receberam 6x menos do que os que mais recebiam (top5 – Fla Cor Spo Vas Pal recebiam os mesmos valores). A individualização em 2012 acentuou a diferença. Em 2018 a diferença bateu em 8x, com a turner caiu 6,5x

Fim do clube dos 13 aumentou o abismo que já existia no clube dos 13.

Atletiba Streaming!

MP984 18/06/2020

Turner sem MP tem mais capacidade, 56 para 152. Queria se livrar dos contratos, mas agora não mais.

Manifesto na semana do dia 25 de julho em prol da #leidomandante

MP do Flamengo no início

Rescisão da Globo com o Carioca

União > Aumentar muito, mas para para poucos inflaciona e inviabiliza.

Streaming > Custos de produção

Athletico x Fortaleza sem transmissão

https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/10/07/operadora-de-tv-paga-via-web-fecha-jogos-das-eliminatorias-da-copa-do-mundo.htm

STREMING VAI DEMOCRATIZAR KKKK

https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/10/08/turner-transmite-peru-x-brasil-e-avalia-comprar-pacote-das-eliminatorias.htm

RB “hackeou o sistema” Pisani – ela assinou com a globo até 24

Bellintani – MP foi surpresa, conversa direta entre Landim e Bolsonaro

Ter metade de uma nota de 50 não significar ter 25, significa ter 0.

A MP não é um avanço para o Bahia e sim para o futebol brasileiro.

10 clubes 90 jogos – modelo antigo

10 clubes 190 jogos – modelo MP

Não há jogos fora do mercado. Hoje mais da metade dos jogos não podem ser exibidos em TV fechada (8 com Turner, 11 com a Globo, 1 clubes não fechados com ninguem) Mais de 50% dos jogos fora da TV Fechada. Torcedores tem que ir para PPV (encarecimento).

“Você não pode comprar o direito de não ter a concorrência” (Globo não perdeu jogos) > Mas pô, sempre funcionou assim.

Categorias
Sem categoria

Categorias
Conteúdo Udof>Colunas

A falta de evolução ofensiva do Corinthians

“O que você fez até hoje te trouxe até aqui. Para alcançar outros patamares é preciso fazer coisas diferentes e melhores”. Essa frase tão conhecida no mundo do coaching e tão verdadeira e de fácil aplicação na nossa vida serve hoje para o Corinthians. A equipe do técnico Fábio Carille teve um padrão de atuação e performance suficientes para ganhar o Campeonato Paulista, passar pelas quatro primeiras fases da Copa do Brasil e pela fase inicial da Copa Sul-Americana. Para desafios maiores, o time terá que produzir mais. Principalmente, na parte ofensiva.
A solidez da defesa corintiana não é novidade. As linhas compactas, invariavelmente em bloco médio e baixo, marcando por zona, flutuando sempre em bloco para o lado da bola já vem da década passada. No ano passado, com a saída de Carille, isso se perdeu um pouco, mas com alguns treinos, conversas e vídeos rapidamente o técnico do Timão retomou o padrão em 2019. O problema atual reside com a bola nos pés. Em momentos ofensivos – sejam eles de organização e/ou transição.
A discussão deve ir muito além sobre quem deve ser o centroavante. É claro que com um camisa 9 em boa fase as coisas tendem a ficar mais fáceis. Porém, não podemos resumir a falta de poderio ofensivo do Corinthians a má fase de Boselli, a queda e lesão de Gustagol e a indefinição de posição de Vágner Love. Faltam ideias, conceitos e modelos de ataque aos comandados de Fábio Carille.
O desenho da equipe do meio pra frente ainda está indefinido. Não se tem muito clara qual a posição de Ramiro, que atuou enquanto Júnior Urso estava lesionado, não se sabe quem são os meias pelos lados do campo – Clayson tem sido o mais consistente – e por dentro, Sornoza tem jogado por estar numa fase menos pior do que Jadson e só agora ambos têm a concorrência de Régis, que estreou contra o Grêmio. Saliento a importância das peças individuais porque todo modelo deve ser construído a partir dos jogadores. É insano para qualquer treinador tentar impor suas ideias sem respeitar as características de quem vai executa-las.
Fábio Carille sabe muito bem que passou da hora de evoluir individual e coletivamente os mecanismos ofensivos do time. Seja qual for a maneira mais usual de atacar – posicional, jogo direto, contra-ataque, etc – ela deve estar somatizada nos jogadores, assimiladas como comportamentos para que sejam bem executadas em campo. Hoje, com esse jeito aleatório de atacar, o Corinthians será engolido por equipes melhor preparadas.
 
 

Categorias
Sem categoria

Uma pequena homenagem aos que voam sonhando

Categorias
Sem categoria

98ª REUNIÃO DO MEMOFUT

Categorias
Sem categoria

6º Soccer Experience

Categorias
Sem categoria

Dar importância ao que é importante (ou pelo menos deveria ser)

Talvez seja perceptível, através da leitura dos textos que produzo, o meu modo de pensar futebol e até mesmo a minha afinidade metodológica. Mas antes de tudo defendo um futebol pensado como um “todo”. Algo “minimamente complexo”. Um jogo que mescla, “divinamente”, a Arte com a Ciência. Arte no sentido de ver o que é “bonito”, a tal criatividade, admirada na “mágica beleza” da resolução dos problemas que o jogo te oferece (individual e coletivamente).
Por outro lado, a defesa que faço da minha forma de pensar não obriga, de forma alguma, a afinidade (completa ou não) por aqueles que leem. A cada um se reserva sua crença, e é necessário a discórdia para que haja discussão e, assim, desenvolvimento do pensamento e, posteriormente, aprimoramento da prática, do dia a dia. Isto, na verdade, é o que mais interessa, fazer e não somente falar. Aliás, para chegarmos em resultados diferentes, precisamos pensar e agir de forma diferente. Precisamos mudar nosso comportamento para obter resultados diferentes. Se por ventura fizermos as mesmas coisas, não podemos esperar resultados diferentes (Albert Einstein). E muito disso passa pelo treino.
Entre os jogos existe(m) o(s) treino(s). E, inevitavelmente, há uma quantidade maior de treinos do que jogos. Uma porcentagem bem maior que fundamenta a importância crucial de se estruturar e arquitetar (periodizar) as sessões de treinamento. Precisamos nos importar mais e melhor com o período de treinos. Saber organizar o tempo que se tem para construir uma forma de jogar. Por isso, pode ser considerado, um processo de ensino-aprendizagem, tanto individual como coletivo, da maneira como se pretende jogar. Este processo de ensino-treino tem como objetivo aperfeiçoar as diferentes capacidades e competências dos atletas e da equipe. Porém, ainda algumas práticas vêm limitando e coibindo o desenvolvimento individual e coletivo.
Um treino analítico, por exemplo, é configurado em uma dinâmica onde dificilmente os jogadores podem expressar as suas aptidões criativas, através do gesto técnico ou da ação em movimento. O que infelizmente reflete em uma característica constantemente observada no nosso futebol, uma inoperância da criatividade decisional nas soluções de algumas dificuldades que o jogo apresenta.
Aprender futebol a base de repetições debilita as possibilidades criativas dos jogadores. Este tipo de treino onde se propõe, ou impõe o mesmo, um treino analítico. Onde se observam tarefas fechadas e práticas físicas dirigidas todas elas a um único aspecto (geralmente físico ou técnico). Deste processo resultam jogadores que passam anos se exercitando, onde a sua técnica melhora, mas eles não jogam (individual e coletivamente) necessariamente melhor (o que podemos observar atualmente). Isto porque as tarefas que estimulam a repetição mecanizada e “cega” das ações são nefastas para o desenvolvimento dos jogadores, hipotecando a sua inteligência, criatividade e adaptabilidade. Treinamos jogadores para executarem melhor. E para pensarem melhor o jogo? E para resolver melhor os problemas do jogo (como ter a posse de bola, por exemplo)? Quando iremos nos importar com o pensar? Quando iremos treinar mais o cognitivo?
Treinar os jogadores para fazer o que deve ser feito em determinada situação do jogo. Nas mais variadas e distintas situações do jogo, termos no mínimo 7/8 atletas pensando sobre o mesmo referencial coletivo. Não fazer as mesmas coisas ao mesmo tempo, mas sim, pensar sobre o mesmo referencial ao mesmo tempo. O princípio é começo e não o fim, o ponto de partida. Caso contrário, o desempenho da equipe e o atleta ficam a mercê apenas da vontade e motivação. Só não podemos cair no erro de esquecer que esta “vontade” e “motivação” é para fazer algo. Algo específico. Motivação: motivo + ação. Objetivo da ação. Qual o propósito do seu desempenho?

Categorias
Sem categoria

Bahia apresenta parceria com programa do UNICEF

Categorias
Sem categoria

Clássico, bandeiras, mascotes e o estatuto do torcedor

O superclássico entre Atlético-MG e Cruzeiro começou quente fora das quatro linhas. A equipe celeste, detentora do mando de campo, vetou a entrada de instrumentos de bateria e de bandeiras na torcida do Atlético, no Mineirão, bem como a entrada do mascote. Ademais, o mandante estuda vetar a entrada das crianças com a equipe do alvinegro.

Natural que a rivalidade acirre os ânimos, no entanto, os clubes não podem esquecer que existe uma norma de interesse público e coletivo que regula os direitos e deveres dos torcedores: O Estatuto do Torcedor.

O art. 17 do referido Estatuto determina que a Federação e os clubes devam elaborar planos de ação referentes à segurança, transporte e contingência durante a partida. Ou seja, não cabe ao mandante, mas a ambos, clubes e a Federação, conjuntamente estabelecerem eventuais vedações justificando-as.

Em outras palavras, eventuais restrições aos direitos dos torcedores devem encontrar amparo legal e/ou fundamentar-se na segurança.

Nesse sentido, não há justificativa legal para conceder tratamento diferenciado entre as torcidas, ora, se é seguro a torcida do Cruzeiro adentrar com instrumentos de bateria e bandeiras, o mesmo se aplica à torcida adversária.

A questão do mascote e até mesmo da entrada das crianças, como não interfere diretamente nos direitos dos torcedores, ocorrem dentro do campo de jogo e dizem respeito às questões mais mercadológicas (marketing, por exemplo) do que práticas, é natural que o clube mandante queira divulgar sua marca e seus símbolos no jogo que realiza em sua casa, portanto, não existe vedação legal.

Importante acrescer que o art. 13-A do Estatuto do Torcedor estabelece expressamente as proibições, veja-se:

Art. 13-A.  São condições de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo, sem prejuízo de outras condições previstas em lei:

I- estar na posse de ingresso válido;

II- não portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência;

III- consentir com a revista pessoal de prevenção e segurança;

IV- não portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenófobo;

V- não entoar cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos;

VI- não arremessar objetos, de qualquer natureza, no interior do recinto esportivo;

VII- não portar ou utilizar fogos de artifício ou quaisquer outros engenhos pirotécnicos ou produtores de efeitos análogos;

VIII- não incitar e não praticar atos de violência no estádio, qualquer que seja a sua natureza; e

IX- não invadir e não incitar a invasão, de qualquer forma, da área restrita aos competidores.

X- não utilizar bandeiras, inclusive com mastro de bambu ou similares, para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável.

Por mais tradicional que possa ser a rivalidade, ela deve se ater aos torcedores e as quatro linhas. Nesse momento em que o combate à violência nos estádios do futebol é uma necessidade, determinadas medidas além de nada contribuírem para a paz, acabam por acirrar ainda mais os ânimos e estabelecem um verdadeiro clima de guerra entre as torcidas.

Enquanto a dupla Grenal realiza partidas com torcida mista (isso mesmo, misturada!) Atlético-MG e Cruzeiro, que haviam dado um belo exemplo com o fim da torcida única, dão um passo atrás ao permitir que questões menores, pautadas em uma rivalidade extracampo que não devia existir, tomem corpo.

Os clubes precisam dar exemplo aos seus torcedores demonstrando tratamento recíproco e cordial a fim de que toda essa hostilidade não prejudique o espetáculo e faça mais vítimas.