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Aqui quem manda, sou eu!

Era pra eu ficar surpreso. Mas eu não fiquei surpreso.
Estava lá. Pra quem quisesse ver. E, enquanto estiver, eu sempre vou mencionar.
Arrisco começar todas as colunas iguais até o fim do Campeonato Brasileiro de 2009.
Novamente do lado esquerdo.
Dessa vez um pouco mais próxima da linha de fundo.
Trip Side, estampava a faixa.
Dessa vez com dois símbolos da LDU, um de cada lado.
E tinha outra, menor, na linha de fundo. Estão se multiplicando.
É o imperialismo brasileiro na confecção surfista.
E indica, claramente, uma coisa: ninguém da Globo e tampouco da TyC lê esta coluna.
Coisa que do contrário, convenhamos, eu de fato ficaria surpreso.

Assim como você pode ficar surpreso com decisões de árbitros de juízes.

Confesso que evito falar de arbitragem.
Primeiro, porque não entendo “lhufas” do assunto. Segundo, porque também não entendo o motivo pelo que leva alguém a ser árbitro. Tamanha incompreensibilidade, portanto, me desqualifica para comentar qualquer coisa sobre o tema.

Também não falo sobre o STJD.
Primeiro, porque acho chato. Segundo, porque tem gente muito mais sabida no assunto pra falar sobre ele, vide dois colunistas da Universidade do Futebol, os sábios André Megale e Rodrigo Barp.

Mas uma coisa eu sei, tanto sobre árbitros quanto sobre o STJD: os dois são acessórios. Quando o futebol foi criado, eles não existiam. Como o próprio nome já diz, ambos só existem para arbitrar. Ou seja, para resolver conflitos quando eles aparecem. De tal forma, que só existem por conta da fragilidade humana derivada, ou do fato de não perceber o próprio erro, ou então de errar de propósito para obter vantagem. Não são a essência do jogo, muito pelo contrário.

Entretanto, porém, todavia, está lá. No finzinho da página 20 do livro ‘Cartão Vermelho’, que é uma espécie de autobiografia do Edilson Pereira de Carvalho, focada no background do mundo da arbitragem e das apostas ilegais. Diz Edilson a um jogador: “Aqui quem manda, sou eu!”. E, imagino, é assim que os árbitros e o STJD se sentem. Mas a verdade é que não, não mandam. E essa é a perigosa inversão que causa uma boa parte dos problemas.

Não sou muito chegado em biografias. Li quatro até hoje: a do Edilson, a do Roy Keane, a do Slash e a da Luiza Ambiel.

São todas surpreendentes.

Para interagir com o autor: oliver@universidadedofutebol.com.br